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Diário de Penápolis

Cidade & Região

09/03/2010

BR LINK: Advogado garante que recursos já estão disponíveis

DA REPORTAGEM

A novela envolvendo a Companhia Açucareira de Penápolis, a Usina Campestre, poderá chegar hoje ao seu último capítulo com um final feliz para os trabalhadores e fornecedores da empresa. Ontem o advogado da empresa Br Link Commercial Importação e Exportação de Mercadorias, Paulo Sérgio Franqueira esclareceu alguns pontos sobre a informação que circulou semana passada que a Br Link teria comprado a Campestre. “No dia 01 de fevereiro foi assinado um contrato de compra e venda da Usina. Por esta razão, várias cláusulas que deveriam ser cumpridas não foram, criando o impasse”, comentou. No dia dois de fevereiro, um comunicado enviado aos veículos de comunicação da cidade – jornais e rádios – informava que a Usina Campestre teria sido vendida pela família Egreja às empresas Br Link Commercial Importadora e Exportadora Ltda e Bio União Trading, conforme contrato de compra e venda firmado entre as partes. O comunicado ainda informava que o aporte de capital para o pagamento dos funcionários e atividade regular da Usina somente não teria sido efetuado em razão de que a conta bancária onde os recursos seriam depositados possuía livre acesso de movimentação da família Egreja, razão pela qual não havia segurança necessária para a operação ser concretizada. No mesmo dia, advogados da Usina declararam em um outro comunicado que realmente houve um compromisso de venda para a empresa Bio-BR, mas tal acordo estava atrelado ao cumprimento de algumas obrigações necessárias para o bom andamento da recuperação judicial da Companhia Açucareira. Uma das obrigações que estava no contrato, seria a compra e venda antecipada de produtos pela Bio União, aporte este que fomentaria o pagamento aos trabalhadores e demais obrigações necessárias para a entressafra e o pagamento integral das dívidas fiscais (Federal, Estadual e Municipal) da Companhia. O comunicado ainda esclarecia que em virtude do descumprimento destas e demais cláusulas do contrato, a Campestre teria notificado os pretensos compradores com o competente instrumento de distrato de venda da empresa, sendo que não existe mais nenhuma relação jurídica entre as partes.

Dinheiro
O advogado da Br Link garantiu que a intenção da empresa é recuperar a Usina, desde que tenha em sua gestão o proprietário Alípio Borges Quintanilha Neto, que já trabalhou em diversas empresas do setor sucroalcooleiro, tendo grande experiência no ramo. “Ele sabe das dificuldades que os funcionários estão passando, inclusive tem o dinheiro necessário para quitar as dívidas com estes trabalhadores. Por isso, confiamos na decisão que deverá ser tomada hoje pelo juiz Rodrigo Chammes”, destacou.  Na semana passada, a Justiça de Penápolis destituiu a Br Link como gestora da Usina Campestre, nomeando como novo gestor o contador e advogado José Carlos Fernandes de Alcantara. A decisão que foi tomada se deu em virtude do não cumprimento de compra antecipada que havia sido acertada entre a antiga gestora, a Br Link. Este novo gestor é fixo e não está acondicionado a um aporte financeiro. Caso a empresa seja vendida, ele continuará como gestor conjunto dos novos proprietários. O advogado da Br Link ainda revelou que o pagamento referente a este aporte de capital será utilizado no pagamento dos trabalhadores, fornecedores e as dívidas da empresa. “Inclusive o senhor Alípio assinou um contrato com firma reconhecida, assumindo este compromisso de saldar as dívidas. O dinheiro já está disponível, bastando apenas que ele esteja na gestão e que uma nova conta seja aberta para ser feito o depósito”, garantiu. Para saldar a dívida passiva, estariam sendo disponíveis de 500 a 550 milhões de reais, tendo como prioridade os trabalhadores e fornecedores. “Acreditamos que o mais breve possível as dividas fiscais possam ser quitadas, restando depois apenas o valor ativo de 200 milhões para a família Egreja”, disse Paulo. Caso a Justiça não aceite que o senhor Alípio assuma a gestão da Usina, Paulo revelou que será tomada uma providencia jurídica junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo. Além disso, outra medida que deverá ser tomada caso concretize a compra será uma pequena reforma na Campestre que a Br Link deseja fazer para assim iniciar a safra. “Queremos recuperar a Usina o mais rápido possível, para assim darmos início às atividades, pois temos conhecimento da importância que a empresa tem para a cidade na economia e geração de empregos”, finalizou. (IA)


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