26/03/2010
DA REPORTAGEM
A demora no atendimento do Pronto-Socorro de Penápolis tem gerado muita reclamação da população que procura a unidade para atendimento médico. Pacientes que foram atendidos na manhã de ontem reclamaram do atendimento e da forma como os médicos plantonistas têm procedido. O micro-empresário Aguinaldo Costa Marques, 32 anos, disse que chegou ao PS por volta das 07h30, com febre, dor nos olhos, cabeça e no corpo, mas só foi atendido duas horas depois, por volta das 09h30. “Quando cheguei ao consultório e falei para o médico plantonista os sintomas que estava sentindo, ele apenas me receitou uma injeção de dipirona e colocou no prontuário que era uma virose a esclarecer”, revelou. Ele enfatizou que a sua reclamação é com o descaso do médico, pois na cidade está ocorrendo muitos casos de dengue. “Infelizmente terei que procurar um médico particular, pois nem exame ele solicitou. Espero que a administração tome alguma atitude neste sentido para que outras pessoas não passem pelo mesmo problema quando procurarem atendimento médico na unidade”, disse. O micro-empresário ainda observou que uma senhora estava indo pela quarta vez até o Pronto-Socorro, sentindo os mesmos sintomas, mas que em todas as oportunidades apenas um medicamento foi receitado pelo médico que prestava atendimento. Diariamente, aproximadamente 200 pessoas são atendidas no PS, totalizando cerca de 6 mil mensais.
Outro lado
O diretor do Pronto-Socorro, Ledo Cecílio, informou que existe um procedimento, com duração de três dias para o tratamento de pessoas que apresentem sintomas parecidos como o do micro-empresário e caso a pessoa não apresente melhoras durantes os dias em que está usando o medicamento recomendado pelo médico, outro procedimento é usado, com o aval do especialista que atendeu o paciente. “Todos que procuram a unidade são atendidos conforme recomenda o protocolo. Neste sentido, o médico é soberano na sua conduta, ele é quem decide o medicamento e tratamento a ser usado”, garantiu. Com respeito à demora no atendimento, Ledo citou que a prioridade é para os casos de emergência e urgência. Ele ainda recomenda aos pacientes que, nos dias de semana, passem nos postos de saúde e procurem o PS somente no período noturno, nos finais de semana ou em casos de emergência. Pessoas, que poderiam ser atendidas nos postos de saúde, acabam prejudicando os pacientes que realmente precisam do Pronto-Socorro. (IA)
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