01/04/2010
Para aqueles consumidores que ainda não garantiram o peixe, alimento tradicionalmente preparado na maioria das casas na Sexta-Feira Santa, a Vigilância Sanitária e o SIM (Serviço de Inspeção Municipal) reforçam as orientações sobre os cuidados na hora de comprar esse tipo de produto.
De acordo com o médico veterinário e chefe do SIM, Wilton José de Oliveira, é fácil reconhecer se o pescado está em boa qualidade. “São observações simples quanto às características que indicam se o alimento está próprio para o consumo, garantindo a segurança alimentar do consumidor”.
Wilton explicou que entende-se por pescado os peixes, crustáceos, moluscos, anfíbios, quelônios (répteis como a tartaruga) e mamíferos de água doce ou salgada usados na alimentação humana.
O pescado pode ser fresco, resfriado ou congelado. “Fresco é quando se consome sem ter havido qualquer processo de conservação a não ser o gelo. Resfriado é quando ele fica acondicionado em gelo e mantido a uma temperatura que varia de meio a dois graus negativos, e congelado é quando o pescado fica mantido em câmara fria a 15 graus negativos”, detalhou o veterinário.
“É bom lembrar que uma vez descongelado não se deve recolher novamente a uma câmara fria”, alertou.
Ele citou as características que os alimentos devem apresentar na hora da compra: “Os peixes devem estar limpos, com olhos brilhantes e transparentes, guelras róseas e úmidas, ventre roliço, escamas brilhantes e bem aderentes à pele, carne firme, ânus fechado e cheiro específico”.
Com relação aos crustáceos, o veterinário também lembrou que devem ter aspecto brilhante, úmido, corpo rígido, articulações resistentes, carapaça bem aderente ao corpo, olhos vivos e cheiro próprio.
“Já os moluscos como mariscos devem estar expostos à venda vivos, com retenção de água incolor e límpida nas conchas e carne úmida de aspecto esponjoso. Nas ostras a cor deve ser cinza claro, e nos mexilhões amarela”, disse ele.
Para pescados como a lula e o polvo é importante observar a pele lisa e úmida, carne consistente e elástica e cheiro próprio.
O veterinário Wilton frisou que é impróprio para o consumo qualquer pescado que estiver deformado ou com lesões, com coloração e cheiro anormais e em mau estado de conservação.
Ele salientou ainda que a aquisição deve ser feita sempre em estabelecimentos devidamente autorizados e fiscalizados, que se encontram dentro das normas de exigência para comercialização.
Secom – PMP
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