07/04/2010
DA REPORTAGEM
O médico cardiologista e clínico geral Paulo Francisco de Mesquita Barros em entrevista coletiva ontem pela manhã na Santa Casa de Misericórdia de Penápolis falou da evolução do estado de saúde do taxista Waldir Augusto da Silva, 66 anos, que foi agredido por três estudantes na noite do dia 12 de março. Após permanecer por 23 dias na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), o taxista foi transferido, para um quarto da Clínica Médica Cirúrgica da Santa Casa, onde permanecerá sob cuidados médicos. Mesquita disse que no momento não a previsão de alta, já que ele ainda fala com dificuldades e apresenta problemas nos pulmões, em virtude de ter ingerido água do córrego onde foi jogado pelos estudantes. “A infecção que foi detectada está controlada e aos poucos ele vem apresentando melhoras, deixando nossa equipe bem animada e cheia de esperanças”, comentou. O médico informou que Waldir permanece com a traqueostomia, que é um procedimento cirúrgico no pescoço que estabelece um orifício artificial na traquéia, abaixo da laringe, indicado em emergências e nas intubações prolongadas. Esta medida é um procedimento frequentemente realizado em pacientes que necessitam de ventilação mecânica prolongada. “Mesmo assim, ele responde as perguntas simples que são feitas, dá sorrisos e em alguns momentos pede para ir embora para sua casa”, disse. Paulo Mesquita disse que a princípio nenhuma seqüela neurológica ou física foi detectada, nem a necessidade de se fazer alguma cirurgia, pois o taxista, que não é fumante e nem diabético está no período de retirada de equipamentos. “Ele poderia ter se recuperado bem antes, mas devido a idade exige mais cuidados médicos, com a realização de exames todos os dias e raio-x de dois em dois dias”, informou o médico. Durante o período de 40 dias, o taxista será tratado a base de antibióticos e não está descartada a hipótese de que ele volte a UTI. “Estamos confiantes na recuperação do senhor Waldir, e todo mérito na melhora de sua saúde é dado à equipe da unidade de terapia intensiva que vem dedicando total atenção a ele”, finalizou.
Histórico
Waldir foi vítima de várias agressões provocadas por três estudantes, sendo um de 19 anos, que haviam combinado uma corrida. Entre as agressões, os estudantes o renderam e enquanto um deles aplicou uma “gravata”, os demais passageiros, dois adolescentes de 16 anos, o agrediram violentamente. Acreditando que estivesse morto, os jovens jogaram Waldir no Ribeirão Lajeado, onde ele foi encontrado 22 horas depois por policiais e bombeiros, quando os estudantes já haviam sido detidos e confessado o crime. (IA)
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