18/05/2010
DA REPORTAGEM
A coordenadora do Conselho Tutelar de Penápolis, Iolanda Bartheman Bachiega afirmou que as vítimas, em especial crianças e adolescentes estão denunciando mais os seus agressores, graças a ampla divulgação dos instrumentos de segurança e justiça que estão cada vez mais à disposição dos cidadãos. Este fato social que vem ocorrendo nos últimos tempos se deve também ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes assinalado no calendário em 18 de maio. Esta data marca o assassinato, no ano de 1973, de uma garota de oito anos em Vitória (ES), que ficou conhecido nacionalmente como o “Caso Aracele”, cujos responsáveis pelo crime ficaram impunes. A menina foi seqüestrada, drogada, espancada, estuprada e morta por membros de tradicional família capixaba. “Naquela época, o caso indignou os brasileiros, por isso foi instituída esta data”, lembrou Iolanda. A coordenadora observa que atualmente há um aumento significativo no número de casos, mas dentro das expectativas. “Tivemos este aumento em virtude do aumento de vítimas que estão tendo coragem para denunciar os agressores”, disse. Iolanda também enfatiza o trabalho que a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) realiza, onde são feitos todos os procedimentos necessários para ajudar as vítimas, solucionando e prendendo os culpados das agressões. Ela também ressalta que na maioria dos casos, o agressor tem contato e vínculos afetivos com a família e a vítima. “Em alguns, notamos que a vítima acaba se achando culpada pelo infeliz acontecimento. Por isso, incentivamos aos pais que fiquem atentos ao comportamento de seus filhos na família, escola ou com os amigos”, destaca. Iolanda explica que as vítimas, menina ou menino, que são vulneráveis, após sofrerem o abuso ficam tímidos e retraídos, se isolando dentro de casa e não querendo o apoio dos familiares. “Pais, professores, gestores públicos e a sociedade em geral devem se manifestar contrários a violência contra crianças e adolescentes. Por isso, “tenham coragem e denunciem, assim, contribuirão para crianças e adolescentes a se desenvolverem melhor”, finaliza Iolanda. Para fazer denúncias, a população tem disponível o Disque Denúncia (100), a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) e o Conselho Tutelar que atende semanalmente das 08h às 17h. Os telefones são (18) 3652-7862 e (18) 9723-7776 após as 17h. (IA)
Foto: Iolanda observa que nos últimos tempos houve um aumento significativo de casos
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