14/07/2010
DA REPORTAGEM
Um morador, residente em Avanhandava, está sendo acusado de ter mantido relações sexuais e oferecer bebidas alcoólicas, além de cigarros para algumas crianças. Sua neta, hoje com 16 anos teria sido uma de suas vítimas desde os 10 anos. O homem está preso desde a semana passada na Cadeia Pública de Penápolis e nega o crime. As investigações, segundo a Polícia, iniciaram em março deste ano, depois de denúncia de familiares. A jovem já foi ouvida e confirmou as acusações, dizendo que seu avô queria muito ter um filho com ela. A menina disse para a Polícia que não o denunciou antes porque recebia ameaças de morte. Ela confirmou que por várias vezes tomou bebidas alcoólicas e era obrigada a fumar, se tornando viciada. A jovem foi encaminhada ao IML (Instituto Médico Legal) de Penápolis para fazer exame, que comprovou que não é mais virgem. A Polícia ainda descobriu nas investigações que foram feitas que o acusado costumava passear com crianças no carro, inclusive comprando salgados e doces nos estabelecimentos comerciais de Avanhandava. O caso não tinha sido divulgado em virtude de nenhuma outra suposta vítima ter sido identificada.
Vítimas
Na semana passada, a neta dele indicou a Polícia outras duas meninas, uma com nove e a outra com 11 anos, que também teriam mantido relações sexuais com seu avô. As crianças foram identificadas e confirmaram reconhecer o acusado. Porém, elas negaram ter tido relações sexuais com ele. Entretanto, exames foram feitos nas meninas e confirmaram que ambas foram vítimas de abuso sexual. A criança de nove anos ainda revelou que tomava bebida alcoólica, fumava com o acusado, enquanto ele passava a mão no seu corpo. Já a outra jovem confirmou que ia sempre para um rio, onde também fazia uso de cerveja com o investigado. A Polícia também informou que o acusado costumava levar as vítimas para uma casa abandonada, onde nas paredes desta residência existem desenhos de crianças em poses sensuais. Uma outra testemunha revelou ter visto o homem sem roupa num veículo no matagal, acompanhado por uma criança de 11 anos com quem parecia manter relações sexuais. Até o momento, essa criança não tinha sido identificada pela Polícia. O acusado está preso temporariamente por 30 dias e deverá ser indiciado por estupro de vulnerável, tendo a pena para este crime de oito a 15 anos de prisão. (IA)
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