13/11/2010
DA REPORTAGEM
A Santa Casa de Misericórdia de Penápolis pode assumir em breve a gestão do Pronto-Socorro Municipal. A diretoria da unidade hospitalar concluiu na última quarta-feira, 10, o projeto que prevê uma parceria com a Prefeitura, pela qual a entidade passa a ser responsável pelo PS. O documento já teria sido entregue ao prefeito João Luis dos Santos, que deve se reunir na próxima semana com integrantes do Conselho da Irmandade da Santa Casa para ver se é viável a proposta. Caso seja formalizada esta parceria, o hospital passará a receber recursos do município para administrar o Pronto-Socorro. No documento constam 14 requisitos que tornam a cogestão viável. Entre as melhorias está a reposição de médico plantonista no PS, que constantemente permanece lotado de pacientes, elevando o valor pago a eles pelo plantão de 12 horas. Caso haja a parceria, o aumento deve ser de R$ 300, passando o plantão para aproximadamente R$ 1,1 mil. Atualmente, o Pronto-Socorro possui 18 médicos, número considerado suficiente para fechar a escala de plantões, segundo a administração da Santa Casa.
Gerência
Outras medidas a serem tomadas se houver a parceria será nomear uma gerência para o PS, e a criação de uma central de regulação de atendimento, para tentar reduzir a demanda pelos serviços, com o objetivo de tranqüilizar os funcionários do Pronto-Socorro, mantendo o atual quadro. A administração da Santa Casa informa que será feita uma avaliação, e apenas em casos específicos funcionários poderão ser colocados à disposição do município, em virtude de serem servidores municipais concursados. A proposta da mudança de gestão do PS foi feita pelo prefeito, podendo ser firmada nos próximos dias. João Luis afirmou que a Santa Casa obtém maior flexibilidade para contratar médicos já que o município não pode aumentar o valor pago a estes profissionais. A administração do hospital também confia na possibilidade de assumir a gestão, pois junto com a proposta estão também pareceres técnicos favoráveis à parceria por parte do Departamento Jurídico do hospital, das diretorias clínicas, de enfermagem e técnica, e da administração municipal. Atualmente o município gasta R$ 450 mil com a manutenção do Pronto-Socorro. Desse repasse, R$ 250 mil vão para a folha de pagamento dos 65 funcionários lotados na unidade hospitalar. Com a parceria, a direção da Santa Casa espera conseguir reduzir em 15% os gastos com a manutenção do PS, sendo suficiente para suprir o déficit mensal do hospital, de cerca de R$ 70 mil, e sobrariam recursos para serem investidos no hospital. (Ivan Ambrósio)
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