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20/11/2010

JARDIM PEVI: Pela 4ª vez, moradores entram em confronto com a PM

Divulgação Polícia Militar JARDIM PEVI: Pela 4ª vez, moradores entram em confronto com a PM A droga estava no quintal da residência do servente de 27 anos

DA REPORTAGEM

 

Moradores do Jardim Pevi, em Penápolis entraram, mais uma vez em confronto com a Polícia Militar. O tumulto ocorreu quinta-feira, por volta das 21h00, na rua Sete do bairro. Segundo o boletim de ocorrência, policiais da Força Tática, durante patrulhamento de rotina avistaram um servente de 27 anos em atitude suspeita. Como já haviam recebido denúncias anteriores de que o acusado comercializava drogas, os militares decidiram abordá-lo.

Ele resistiu aos policiais, momento em que dezenas de moradores se aglomeraram no local, desferindo xingamentos a PM e revoltados, tentaram por diversas vezes retirar o acusado dos policiais, sendo necessário a solicitação de reforço e o uso de força maior por parte dos policiais, que usaram bombas de efeito moral para controlar os populares. Na tentativa de algemar o servente um policial acabou fraturando o braço esquerdo, sendo encaminhado ao Pronto-Socorro. Após controlar a situação, os policiais foram até a residência do servente, onde encontraram dois tijolos de maconha no quintal, pesando aproximadamente 750 gramas. O acusado entrou no meio dos moradores e fugiu.

 

Histórico

Em menos de um ano, a Polícia registrou quatro tumultos envolvendo populares do Jardim Pevi e a PM. O primeiro aconteceu no último dia 09 de maio, Dia das Mães, quando moradores tentaram linchar Dejair Fulgêncio da Silva, 48 anos, acusado de matar com golpes de faca de cozinha Reginaldo de Lima Ferreira, 47, mais conhecido como Índio. Na ocasião, quatro viaturas da PM foram danificadas, tendo uma delas o vidro traseiro destruído e o giroflex quebrado. No dia do crime, um grande número de populares tentou invadir a casa do acusado para linchá-lo pelo crime cometido. Alguns estavam com camisetas cobrindo os rostos e arremessaram blocos de tijolos e pedaços de pau na residência, sendo necessário o uso de força pelos policiais que estavam atendendo a ocorrência, usando inclusive granadas de efeito moral e tiros com bala de borracha para conter os ânimos das pessoas. Disparos de arma de fogo foram efetuados contra o acusado e policiais militares. Houve reforço de policiamento dos Grupamentos de Avanhandava, Barbosa e a Força Tática de Araçatuba e Birigui que realizaram diligências pelo bairro, contendo a fúria dos populares, e as viaturas puderam se retirar com segurança levando o acusado até o Plantão Policial. O segundo ataque foi no dia 18 de setembro, quando uma agente de saúde de 26 anos foi atingida no pé por um tiro de bala de borracha. Policiais da Força Tática de Araçatuba durante patrulhamento de rotina abordaram um rapaz que disse haver cheirado cocaína e informou que tinha mais droga na carteira, sendo encontrado o entorpecente. No momento em que foi detido e colocado dentro da viatura, cerca de 40 pessoas, incluindo sua irmã se aproximaram na tentativa de “resgatar” o detido, atirando contra os policiais pedaços de bloco, pedras e garrafas, iniciando um tumulto. A PM utilizou na ação duas granadas de luz e som e efetuaram dois disparos de bala de borracha. O terceiro ataque ocorreu dia 23, quando policiais militares, em patrulhamento de rotina pelo bairro abordaram dois indivíduos em atitude suspeita. Ao solicitar que os rapazes entregassem seus documentos pessoais, eles se recusaram e proferiram palavras de baixo calão aos militares. A mãe do operador M.S.S., 26 anos, se aproximou do local para questionar a ação da PM. O jovem tentou fugir, mas foi contido por um dos policiais. Ambos caíram ao solo, o militar sofreu lesões no cotovelo e mão esquerda, sendo encaminhado ao Pronto-Socorro. A partir daí, uma multidão se aproximou do local e começou atirar contra a PM pedras e garrafas, iniciando um tumulto no bairro. Uma viatura foi danificada. Na tentativa de dispensar a ação dos moradores os policiais utilizaram bombas de efeito moral. (Ivan Ambrósio)


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