03/12/2010
Jaime, proprietário do Novo Lojão espera que as vendas ainda aumentem até 15%
DA REPORTAGEM
Mesmo com o pagamento da primeira parcela do 13º salário, realizado no último dia 30, os proprietários do ramo de materiais de construção dizem não haver aumento nas vendas em Penápolis. De acordo com o proprietário do Novo Lojão, Jaime Di Nardi, as vendas são boas, porém mantém a média do ano. “Ainda não sentimos um crescimento nas vendas devido o 13º, entretanto acreditamos que deva aumentar de 10% a 15%”, comentou. Segundo ele, assim mesmo a procura pelos materiais para construção e acabamento é grande. “Estamos trabalhando muito, acredito que não seja somente nós, mas os empresários em geral. Algumas distribuidoras não estão conseguindo atender a demanda”, afirmou. Para o proprietário do Depósito do Piso, Paulo Roberto Correa Leite, as vendas também continuam seguindo a tendência do decorrer de 2010 e o motivo para não haver o crescimento esperado pode ser o fato das pessoas preferirem pagar dívidas. “Elas estão seguindo as orientações de quitar as contas e depois realizar mais gastos, porém há aqueles que não têm dívidas ou contas baixas e que aproveitam o dinheiro extra para construir ou reformar”, disse. Paulo comentou que os clientes o procuram muitas vezes com a intenção de comprar produtos para acabamento do banheiro. “Este é um canto da casa que vem ganhando destaque na construção, pois as pessoas querem deixar o local cada vez mais bonito”, ressaltou.
Redução de IPI
Com o anúncio da prorrogação da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) os comerciantes acreditam que as vendas devam manter os bons rumos tomados neste ano. Eles acreditam que a notícia da redução deva motivar os consumidores para comprarem e realizarem a reforma da casa. Mesmo com as contas de começo de ano, os comerciantes dizem que não deve prejudicar as vendas do ano que vem, já que a redução está prevista para até o fim de 2011. A declaração de que o governo vai prorrogar a redução do IPI para materiais de construção por mais um ano, até o final de dezembro 2011, foi feita pelo ministro Guido Mantega. Também serão mantidas as condições atualmente vigentes para PIS (Programa de Integração Social) e COFINS (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social). O benefício deverá valer para 45 produtos da cadeia de construção civil. Em abril de 2009 o governo decretou a redução do IPI, com duração até o final deste ano. A medida foi criada como resposta aos efeitos da crise de 2008, que afetou a economia mundial. A isenção deveria valer por seis meses, mas foi estendida, primeiro, até junho e, depois, até 31 de dezembro deste ano. No primeiro semestre deste ano, as vendas de material de construção cresceram 19,78% na comparação com mesmo período de 2009, segundo a Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção), que justificou os números pela desoneração do IPI e pelo crescimento da oferta de crédito imobiliário. (Rafael Machi)
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