05/03/2011
DA REPORTAGEM
A Justiça de Penápolis condenou o estudante Eduardo Barbosa Pereira, de 19 anos, a passar os próximos 25 anos, 2 meses e 20 dias na prisão pela tentativa de latrocínio contra o taxista Valdir Augusto da Silva, 67, que teve o carro roubado, foi agredido, atropelado e jogado de cima da ponte de um rio no dia 12 de março do ano passado. Segundo informações, na sentença, julgada pelo juiz Luciano Brunetto Beltran, também foi configurado corrupção de menores, já que o estudante cometeu o crime com a participação de dois adolescentes, um de 16 e outro de 17 anos.
O estudante, que já está preso, não poderá recorrer da sentença em liberdade, enquanto os dois adolescentes permanecem internados em uma unidade da Fundação Casa. Na sentença, o juiz cita que a defesa do réu tentou desqualificar o crime para furto de uso, alegando que o jovem tinha apenas a intenção de usar o carro do taxista. Entretanto, Beltran disse considerar essa afirmação um "absurdo", diante da violência praticada contra a vítima, conforme o próprio réu teria confessado que quando estava no carro, deu uma gravata no taxista. Ele ainda teria passado com o carro sobre a vítima que estava desacordada, e foi colocada no porta mala do veículo e levada até a ponte do Ribeirão Lajeado, de onde foi jogada de uma altura de aproximadamente três metros. Em depoimento, ele disse ainda que após a agressão, teria tomado posse do veículo e ido até a cidade de Barbosa para passear com o carro. Para a sentença, Beltran ainda levou em consideração a frieza do jovem, que durante o passeio com os adolescentes, teria batido o carro em um ônibus e após o acidente retornado para o alojamento no Colégio Agrícola, onde estudava, como se nada tivesse acontecido. "Isso nunca é e não pode ser considerado crime de furto de uso", transcreveu durante a sentença.
Outro fato que chamou a atenção do juiz foi a defesa também querer que o jovem fosse julgado por lesão corporal leve, mesmo com o laudo apontando traumatismo crânio encefálico e politraumatismos na vítima. Após as agressões sofridas, Valdir foi encontrado pelos bombeiros cerca de 20 horas após ser jogado no rio. Ele ficou 22 dias internado na UTI da Santa Casa, sendo necessário um longo tratamento físico e psicológico. (Rafael Machi)
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