12/03/2011
Moradores de Kesennuma, na região de Miyagi, observam a onda de destruição que o tsunami deixou no norte do Japão
DA REPORTAGEM
A população mundial amanheceu estarrecida ontem, 11, com a notícia do forte terremoto que atingiu o Japão às 14h46, hora local, 2h46 pelo horário de Brasília.
Com a informação de que o terremoto teria causado grande destruição, penapolenses que têm amigos e parentes naquele país, tentaram contato por telefone mas não conseguiram, mas fizeram através da internet o meio mais fácil para se comunicar com as pessoas residentes na região atingida. É o caso do advogado Ivama Issamu que possui parentes no Japão, ele informou que tentou contato com seu sobrinho, Ivan Zentei Aracaki, que mora na cidade de Ibaraki, aproximadamente 40 quilômetros de Tóquio, e que também foi bastante afetada pelo terremoto.
Por volta das 09h00, o sobrinho manteve contato via e-mail afirmando que nada sofreu com o forte tremor. Depois que as linhas telefônicas foram restabelecidas ele conseguiu falar com familiares em Penápolis. Ivan que é funcionário de uma indústria de cilindros de oxigênio naquela cidade, contou que trabalhava normalmente, quando seu chefe mandou que todos fechassem os cilindros e evacuassem a indústria o mais rápido possível, pois havia iniciado os tremores. Quando se dirigia para sua casa ele sentiu o tremor mais forte que causou pânico na população. Segundo Aracaki, a cidade sofreu vários danos, inclusive, uma forte explosão ocorreu na fábrica onde ele trabalha, mas não houve feridos. Sua casa e dos vizinhos sofreu várias rachaduras. Ele disse que até o momento em que conversou com o tio, pequenos tremores ainda podiam ser sentidos, e que mantinha roupas, documentos e alimentos dentro do carro caso necessitasse de uma evacuação rápida.
O governo japonês teria informado que não havia o risco de novos grandes terremotos, mas que a população deveria ficar atenta, já que há a estimativa de que pequenos tremores ainda serão sentidos até o fim do mês. Aracaki comentou com o tio que ele não corre o risco de ser atingido por tsunamis, mas que a parte baixa do país estava completamente devastada, conforme informações do noticiário local. A irmã de Ivan que também reside no Japão, Akemi Zentei Aracaki, não teve problemas mais sérios com o terremoto, pois mora longe dos locais mais atingidos.
Vítimas
Além do advogado, várias pessoas residentes em Penápolis, que também possuem parentes no Japão, também procuram informações. Em nota oficial a embaixada brasileira no Japão disse que não há notícias de vítimas brasileiras após o terremoto que atingiu o país, e que as regiões mais atingidas, a nordeste de Tóquio, concentram poucos brasileiros.
Terremoto
Um forte terremoto de 8,9 graus na escala Richter atingiu a costa nordeste do Japão nesta sexta-feira, 11, causando pânico e danos em diversas cidades do país. O tremor fez com que as autoridades locais emitissem um alerta contra tsunamis (ondas gigantes) de pelo menos 10 m de altura. De acordo com o USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos), o epicentro do abalo sísmico foi registrado a uma profundidade de 24,4 km no oceano Pacífico, a 130 km da ilha de Honshu, a maior do arquipélago japonês, e a 373 km da capital do país, Tóquio. Edifícios em Tóquio balançaram e muitos carros caíram de pontes. Também foi registrado incêndios em algumas cidades e todos os trens no norte do país pararam de funcionar. Até o fechamento da edição, 337 pessoas haviam morrido e 531 ainda estavam desaparecidas. (Rafael Machi)
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