04/05/2012
DA REPORTAGEM
O CISA (Consórcio Intermunicipal de Saúde) realiza hoje o 1º Encontro dos Ostomizados (pessoas que passaram intervenção cirúrgica que permite criar uma comunicação entre o órgão interno e o exterior com a finalidade de eliminar os dejetos do organismo). Segundo o Chefe Técnico da Clinica de Especialidades e Diretor Técnico de Enfermagem do CISA, Tiago Idalgo, o encontro acontece das 09h00 às 12h00 no Sindicato Rural de Penápolis. Ele informa que durante o encontro uma enfermeira especialista em Ostomia estará no local tirando as dúvidas sobre o assunto e ajudando enfermeiros interessados de como intervir diante de intercorrências aos pacientes acometidos pela intervenção cirúrgica e aos familiares. O evento terá a participação da Técnica de Enfermagem Magda Cursino, junto com a enfermagem da Clinica de Especialidades que atende uma demanda de 60 pacientes de Penápolis e micro-região que fazem acompanhamento, e buscam o material oferecido gratuitamente, principalmente as ‘bolsas coletoras’. “É importante à atenção a esses pacientes, pois temos muitos casos em que a mudança de habito, o incômodo, leva as pessoas a adquirirem doenças psicossomáticas, então à orientação pode ajudar a esclarecer que pode-se viver com essa limitação, além da troca de experiências entre os pacientes, que ajudam a enfrentar as barreiras do dia a dia”, ressaltou.
O que é ostoma
A ostomia é uma intervenção cirúrgica que permite criar uma comunicação entre o órgão interno e o exterior com a finalidade de eliminar os dejetos do organismo. A nova abertura que se cria com o exterior, chama-se ostoma. A ostomia que afeta o aparelho digestivo chama-se ‘Ostomia Digestiva’ e o conteúdo eliminado para o exterior são as fezes, já a ostomia urinária é aquela que afeta o aparelho urinário e o conteúdo eliminado para o exterior é a urina. A cirurgia de ostomia tem salvado vidas e melhorado a saúde de milhares de brasileiros. A razão para se criar uma ostoma ocorre por motivo de perfurações acidentais no abdômen, câncer no reto, no intestino grosso e na bexiga. Neste último caso, a bexiga deve ser removida, e a urina é desviada para um ostoma. O desvio da urina também se faz necessário em pacientes com ferimentos ou anormalidades congênitas que impedem a bexiga de funcionar normalmente. (Rafael Machi)
A ostoma pode ser dividia em três grupos:
COLOSTOMIA: é um tipo de ostomia intestinal que faz a comunicação do cólon com o exterior, também através do ostoma, no qual é acoplado a bolsa coletora no abdômen para a coleta das fezes.
ILEOSTOMIA: é um tipo de ostomia intestinal que faz a combinação do íleo, a parte final e mais larga do intestino delgado, com o exterior. As Ileostomias localizam-se sempre no lado inferior direito do abdômen. Através do ostoma é colocada a bolsa coletora para eliminar as fezes mais líquidas.
UROSTOMIA (também denominada como “Desvio Urinário”): é a intervenção cirúrgica que consiste em desviar o curso normal da urina. As semelhanças das ostomias podem ser permanentes ou temporárias.
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