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Diário de Penápolis

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24/01/2013

Teatro Municipal: Reconstrução está paralisada

Rafael Machi Teatro Municipal: Reconstrução está paralisada As paredes do Teatro Municipal foram levantadas, mas as obras foram paralisadas por falta de verbas

DA REPORTAGEM

Após quase dois anos do início das obras de reconstrução do Teatro Municipal Maria Thereza Alves Viana, no bairro Aparecida, em Penápolis, o trabalho ainda está longe de ser concluído, não há nenhuma movimentação de trabalhadores no local.  A decisão da reconstrução foi devido às condições precárias que o antigo teatro oferecia, tanto da parte técnica para as apresentações, como som e iluminação, e para o conforto do público, já que o prédio oferecia poltronas antigas e não havia sistema de ar condicionado. As obras iniciaram em maio de 2011 após a conquista de verbas do Ministério do Turismo, e a empresa penapolense “SB de Souza Construtora” foi a vencedora da licitação para realizar obra. Até o momento apenas 30% da construção foi concluída, a previsão de custo inicial da obra era de R$ 600 mil. Quem passa pelo local observa que existem apenas paredes erguidas, em alguns pontos é possível observar que já foram feitas lajes, mas o mato já começa a tomar conta de alguns pontos da construçãono fundo da construção existe uma grande quantidade de terra e areia acumulada. Em dezembro do ano passado, o ex-prefeito João Luís dos Santos, inaugurou a “pedra fundamental” da obra que já estava paralisada. De acordo com o atual Secretário de Cultura, Maurílio Galoppi, o motivo para o atraso na conclusão das obras seria o fato da Caixa Econômica Federal não estar liberando a verba necessária para que a construtora desse prosseguimento aos trabalhos. “A Caixa não libera toda a quantia de uma vez, mas vai fazendo os repasses conforme o avanço do trabalho, para isso é necessário que agentes da Caixa compareçam ao local para a medição da construção, o que não tem acontecido, já que a Caixa alega que não há pessoas suficientes para atender a grade demanda de obras que precisam ser vistoriadas”, explicou. Com isso a construtora responsável não tem condições de continuar o trabalho, já que depende da verba vinda do Ministério do Turismo. “Existem outras obras na cidade que também estão com falta de repasse de verba, mas por se tratar de uma construtora maior e com mais recursos financeiros, o obra pode ser prosseguida com a aplicação de dinheiro da própria empreiteira, cabendo à empresa apenas receber o dinheiro liberado pela Caixa posteriormente, o que não é possível com a empresa responsável pelo teatro”, revelou o Secretário. Do valor total da obra, a Prefeitura de Penápolis também tem que investir em contrapartida, R$ 160 mil, que segundo Galoppi já foi investido. “A Prefeitura fez sua parte e já repassou todo o dinheiro que seria de sua responsabilidade, mas o maior montante é oriundo da Caixa, o que nos deixa de mãos atadas”, ressaltou.

Próximos passos

O Secretário Municipal de Cultura disse ainda que pode sim existir a possibilidade de a prefeitura perder o convênio por conta do atraso nas obras, mas que acha pouco provável, já que todos os convênios estão sendo revistos e acertados. “A perda deste convênio não é algo que os preocupa, pois sabemos que estamos fazendo tudo direitinho e os convênios estão sendo revistos e acertados pela atual administração, estando tudo sob controle”, esclareceu. De acordo como o chefe de serviço de cultura, Luiz Colevatti, após a construção do teatro municipal, a Secretaria de Cultura ainda terá que firmar novas parcerias para conseguir a compra de equipamentos a serem utilizados no novo teatro, como mobiliário e sistemas de som e iluminação apropriados para o novo espaço. “São detalhes que precisarão ser vistos para que o teatro tenha boa estrutura, se tornando um local adequado para receber os espetáculos”, disse. Colevatti informou que Penápolis é uma cidade onde há grande valorização da cultura, além de bons profissionais do teatro. “Através do Núcleo de Teatro, muitas pessoas se destacaram conseguindo a profissionalização, o que ressalta a competência e experiência que a cidade possui no teatro”, finalizou. (Rafael Machi)


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