16/02/2013
Entulho foi deixado no local, aumentando o risco da proliferação do mosquito da dengue e de insetos peçonhentos
DA REPORTAGEM
Após quase sete meses do início das obras de revitalização da 1ª casa de Penápolis, localizada à rua dos Capuchinhos, 33, no centro da cidade, o que se vê é algo bem diferente de um imóvel que está sendo reformado. As obras que estão paradas há vários meses, possibilitou o crescimento de mato e o acúmulo de entulhos, e quem passa defronte local não imagina a importância histórica que a casa possui para a cidade, pois esta abandonada.
A reportagem do DIÁRIO esteve no local e constatou que a situação é crítica. Ao fundo da casa iniciou-se a construção de mais um espaço cultural, mas também foi paralisada. Em algumas partes do terreno é possível encontrar diversos tipos de lixo que são jogados pelas pessoas, pois o portão que deveria isolar a casa está quebrado. O muro defronte ao imóvel está pichado com críticas políticas. Também há no terreno blocos expostos ao tempo, e que serve de abrigo para pequenos animais peçonhentos, como escorpiões. Em meio ao mato e entulho acumulados no local, há o risco de proliferação do mosquito da Dengue, fato que contraria as campanhas que Vigilância Epidemiológica tem feito nos últimos dias, para evitar a proliferação da doença. É evidente que se o local passa por revitalização é preciso haver cuidados com a obra, pois se trata de uma construção de madeira muito antiga.
Revitalização
De acordo com o que havia sido, divulgado pela Secretaria de Cultura em setembro do ano passado, quando a obra iniciou, a 1ª Casa de Penápolis seria revitalizada por meio de um trabalho minucioso levando-se em conta a preservação de suas características originais. O projeto era construir uma espécie de redoma transparente para proteger o prédio das intempéries climáticas, permitindo a iluminação natural. A proposta da Secretaria de Cultura, na época comandada por Beto Fernandes, era de proporcionar à população mais um Centro Cultural do município, aberto a visitação pública, assim como os Museus. A revitalização da 1ª Casa tem um orçamento de R$436.790,27, recurso adquirido por meio de convênio entre a Prefeitura e o Ministério do Turismo, em que o Governo Federal entra com R$ 401.843,86 e em contrapartida o município com R$ 34.943,22. O convênio foi conquistado através de emenda parlamentar dos deputados Arlindo Chináglia e José Genoíno, tendo previsão de conclusão da obra em 180 dias, o que deveria ocorrer entre os meses de janeiro e fevereiro deste ano.
A empresa contratada para a revitalização do espaço é a Emurpe (Empresa Municipal de Urbanização de Penápolis), responsável pelo fornecimento de mão de obra e materiais. A expectativa é de que seja restaurado todo o espaço interno e externo. Para a proteção da casa serão construídas à sua volta, colunas de sustentação de concreto armado de aproximadamente oito metros de altura. A cobertura será de telhas de policarbonato (material transparente), que permitem a iluminação natural. A frente da casa será protegida com vidro temperado, assim como as laterais vão receber proteção diferenciada. Também será feita uma calçada em torno da casa com pedras em mosaico português e iluminação adequada. No fundo da 1ª Casa também há outra construção que abrigará a parte administrativa do Centro Cultural, com novas salas, espaços para atividades artístico-culturais, banheiros adaptados e sala de acervo.
Explicação
Segundo o atual secretário de Cultura, Maurílio Gallopi, a obra já estava paralisada quando assumiu o cargo em 1º de janeiro, e o motivo seria a falta de repassa de verbas por parte da Caixa Econômica Federal. "Infelizmente a Caixa tem demorado a nos repassar a verba e o recurso que o município teria que dar em contrapartida já foi passado, restando somente a contribuição da Caixa", explicou. Com relação ao mato e o entulho encontrado no local, o secretário afirmou que o espaço também está incluído na "força tarefa" que vem sendo feita pela atual administração, mas que existem outros locais da cidade onde a operação tem prioridade de trabalho. "Como, por exemplo, o barranco da linha férrea que corta a cidade, onde existe um grande volume de mato. Mas a 1ª Casa também foi incluída nesta força tarefa e em breve receberá toda a manutenção necessária até o reinício das obras", afirmou. (Rafael Machi)
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