09/03/2013
Produtores e fornecedores da cana-de-açúcar acompanham as explicações do presidente do Sindicato Rural, João Castilho
DA REPORTAGEM
O Sindicato Rural de Penápolis promoveu na manhã de ontem um encontro entre produtores rurais para discutir a liminar judicial que determina a proibição da queima da palha da cana-de-açúcar na região. A reivindicação é por conta de que a determinação da proibição que seria somente a partir de 2017, mas foi antecipada através da liminar. Segundo o presidente do Sindicato Rural de Penápolis, João Castilho, o objetivo do encontro foi reunir um número significante de produtores e fornecedores para sensibilizar as autoridades responsáveis para que este prazo seja revogado, dando maior oportunidade dos fornecedores se adequarem em relação à nova determinação. Ele explicou que a determinação acabou pegando os pequenos produtores de surpresa, o que pode ser prejudicial para os mesmo. "Os pequenos produtores precisam de um tempo maior para realizar as adequações necessárias, já que não dispõem de recursos suficientes para uma mudança rápida no meio de produção", comentou. Ele explicou que este prejuízo se faz, principalmente com a preparação do local onde a cana é plantada. "Quando de trata de uma pequena área de produção, não há como as maquinas de corte entrem ao local para realizar o serviço, resultando a alternativa de melhorias no espaço ou então a mudança de cultura", ressaltou. Castilho lembrou ainda sobre os problemas sociais que a medida pode causar na região, dentre eles, o desemprego de 3.645 pessoas que dependem diretamente da colheita manual da cana-de-açúcar. "Isso por que se a queima da palha é proibida, a alternativa mais rentável é o corte mecanizado, o que gera o desemprego de muitas pessoas", explicou. João Castilho ressaltou que o custo do corte de cana irá aumentar em 30%, bem como elevará os casos de acidentes com animais peçonhentos. Em algumas regiões, como Marília e Franca, a liminar foi revogada e as usinas poderão fazer a queima da cana. Conforme está programado, no próximo dia 22, haverá uma audiência pública promovida pela Câmara Municipal, às 20h00, em atendimento a pedido do vereador Ricardinho Castilho (PV) e do presidente do Sindicato Rural de Penápolis. A audiência pública quer a participação de um grande número de lideranças da região, como prefeitos, vereadores e representantes de sindicatos, Cetesb, Ibama e da União da Agroindústria Canavieira do Estado de São Paulo (UNICA). (Rafael Machi)
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