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Diário de Penápolis

Cidade & Região

04/04/2013

Auditoria aponta redução na dívida da Usina Campestre

DA REPORTAGEM

 

Uma auditoria solicitada pelo Ministério Público de Penápolis, ainda no ano de 2010, apontou que a dívida com credores que a Usina Campestre de Penápolis apresentou uma economia de mais de R$ 310 milhões.

O levantamento foi feito por uma empresa especializada a pedido do MP, sendo constatada que a dívida com parte dos credores, que seria de mais de R$ 384 milhões, na realidade é de quase R$ 59 milhões.

A empresa sucroalcooleira está em recuperação judicial desde 2010. Segundo a relação que foi apresentada ao Ministério Público, 86 credores que aparecem na lista também estão relacionados como fornecedores de cana, negociações comerciais, financeiras e materiais e serviços. Em muitos destes casos, houve a redução do valor informado e outros em que a dívida não foi constatada, no entanto também houve outros de elevação das dívidas. O trabalho está sendo acompanhado pelo promotor Adelmo Pinho, e uma perita do Ministério Público.

A avaliação dos documentos apresentados pela Usina foi feito através do cruzamento de informações de entrada de dinheiro no caixa e de saída de mercadoria da empresa, sendo notada a ausência de documentos que comprovassem todos os créditos apontados no pedido de recuperação judicial. Mesmo com a Usina Campestre tendo que pagar o valor da auditoria - cerca de R$ 1 milhão - o gestor da empresa, José Carlos Fernandes de Alcântara, disse que ficou muito feliz com o resultado apontado, já que significa economia para a empresa.

"Estamos tendo um empenho muito grande do MP no sentido de viabilizar a recuperação da usina, por isso fico feliz, pois estamos tendo um apoio para mantermos esta grande fonte de renda para a região", comentou. Segundo ele, a dívida total da usina com os credores informada na recuperação judicial é de cerca de R$ 510 milhões, dos quais, R$ 90 milhões apenas com fornecedores de cana. Parte da dívida com os credores já foi quitada, bem como as dividas trabalhistas. No entanto, praticamente todo o montante apontado pela auditoria ainda não começou a ser quitado, já que está sendo seguido um cronograma aprovado no processo de recuperação judicial. Houve ainda um deságio de 70% sobre o valor devido a alguns credores.

Desta forma, dos R$ 510 milhões que deveriam ser pagos como indicado na recuperação judicial, o correto são somente R$ 268 milhões. Os valores devem diminuir ainda mais com a redução da dívida apontado pela auditoria por conta deste deságio. Dos quase R$ 59 milhões, o valor seria reduzido para R$ 20 milhões. Os credores que se sentirem lesados com a alteração nos valores a receber poderão contestar os dados na Justiça. (Rafael Machi)

 


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