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29/06/2013

Credor requisita falência da Campestre na Justiça

Rafael Machi Credor requisita falência da Campestre na Justiça Trabalhadores deixaram a Usina Campestre após reunião com o gestor na tarde de ontem

DA REPORTAGEM

 

A Companhia Açucareira de Penápolis, a Usina Campestre, teve sua falência solicitada pela Eco Multi Commodities Fundo de Investimento em Direitos Financeiros Agropecuária, com sede em São Paulo. O pedido foi feito à Justiça de Penápolis na tarde de quinta-feira (27). A empresa alegou que a Campestre deveria ter quitado a quantia de R$ 6,5 milhões nos anos de 2011 e 2012, que estava previsto no Plano de Recuperação Judicial aprovado pelos credores em 2010. No documento enviado à 1ª Vara do Fórum de Penápolis, o Fundo de Investimentos pede a quitação da dívida ou então a falência da Campestre. O gestor judicial da usina, José Carlos Fernandes de Alcântara, informou que a intenção do fundo é justamente a declaração de falência da usina para que o grupo possa adquirir a Campestre através de leilão judicial que seria realizado posteriormente. Caso isso ocorra, o comprador terá a seu favor a extinção dos passivos tributários, já que os credores também deixariam de receber as dívidas. "Mesmo com o pedido de falência, as partes envolvidas ainda terão prazo de cinco dias para se manifestar a partir no momento em que forem citadas", explicou. Alcântara adiantou que a Campestre não possui recursos para a quitação da dívida. Os proprietários da usina também foram informados sobre o problema, mas até a tarde de ontem ainda não haviam se manifestado. Se a dívida não for quitada e o juiz entender e acatar o pedido de falência emitido pelo credor, bem como a realização do leilão da Campestre, o dinheiro arrecadado no procedimento será usado no pagamento de funcionários e dívidas fiscais. Somente após este procedimento é que o montante restante será usado para quitar dívidas de credores. Mesmo com o leilão, acredita-se que o dinheiro arrecadado não seja suficiente para o pagamento de todas as dívidas, que até 31 de dezembro de 2012 alcançava a casa do R$ 1,2 bilhão.

 

Luz no fim do túnel

Segundo o gestor da Campestre, a solução mais viável da usina seria a volta dos trabalhos através da moenda da cana-de-açúcar. Segundo ele, a usina precisa de fluxo de caixa, o que não acontece no momento por causa da falta de matéria prima, fazendo com que a Campestre tenha um prejuízo diário de R$ 900 mil. "Estamos negociando com nossos fornecedores. Temos que arrumar meios para que nossa produção seja reiniciada. Desta forma estamos negociando o pagamento à vista da cana, realizando esta quitação assim que o produto seja processado e comercializado", ressaltou. "Esta ação de pedido de falência acabou assustando produtores e investidores, mas retomamos as negociações para que eles sejam nossos parceiros, permitindo o trabalho da Campestre e um aporte financeiro da empresa para que tenhamos um fluxo de caixa", enfatizou. Este fluxo permitiria que a usina realizasse a quitação de dívidas básicas, como a folha de pagamento e o consumo de energia gerado pela empresa. Nem mesmo empréstimos financeiros em bancos do Estado ou particulares podem ser realizados para tentar amenizar a situação, já que a usina está em Plano Judicial de Recuperação, o que não permite o ato.

 

Trabalhadores

Uma reunião entre o gestor e funcionários da usina foi realizada na tarde de ontem para que a situação fosse esclarecida. Alcântara informou que os funcionários estão sendo liberados para ficarem em suas casas, já que a usina está parada por falta da matéria prima. "Essa é uma medida apenas para que eles não necessitem vir até aqui e ficarem parados. Assim que tivermos novidades eles serão informados", ressaltou Alcântara. Como a empresa passa por situações financeiras complicadas, os funcionários foram informados que receberão um valor único de R$ 680 no pagamento do salário que ocorrerá no próximo dia 5 e o restante não tem data para ser quitado. "Estamos batalhando para que a situação da usina seja normalizada, assim pedimos a compreensão dos nossos trabalhadores, bem como fornecedores e demais envolvidos", finalizou. (Rafael Machi)


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