05/02/2015
DA REPORTAGEM
O Ministério Público de Penápolis encaminhou à Prefeitura um ofício solicitando informações sobre os casos de dengue registrados no município nas últimas semanas. A solicitação foi encaminhada ao prefeito Célio de Oliveira (PSD) na última semana de janeiro em nome do Promotor de Justiça Fernando César Burghetti.
De acordo com Burghetti, existe grande preocupação por parte do MP em relação à situação de emergência declarada pela Prefeitura por conta do grande número de casos da doença registrados na cidade. “Uma situação como esta que vem ocorrendo em Penápolis é grave, por isso é importante sabermos a situação em que se encontra a doença no município assim como o que tem sido feito pelas autoridades competentes a fim de verificarmos se as políticas públicas e as normas da Vigilância Sanitária e Epidemiológica estão sendo cumpridas”, explicou.
No ofício encaminhado ao Chefe do Executivo, o promotor questiona sobre os motivos do crescente número de casos confirmados no município e quais ações foram desenvolvidas pela Administração em 2014 e que foram realizados no primeiro mês de 2015 para se evitar uma epidemia da doença. O promotor questionou ainda sobre a intensificação destas ações, e também sobre as campanhas de mobilização social contra a doença e de ações preventivas. Em seu ofício ele quer saber o número de agentes de vigilância epidemiológica que estão efetivamente prestando serviços ao município com visitas às residências e se há previsão de contratações de mais agentes para suprir a alta demanda, decorrente do aumento de casos da doença. Burghetti tomou conhecimento na tarde de ontem que uma série de documentos haviam sido enviados pela Prefeitura em resposta aos questionamentos, mas que precisaria de tempo para analisá-los. “Tudo será analisado com atenção para que possamos ajudar no combate à doença, seja na fiscalização do que vem sendo feito ou até mesmo com ideias para seu combate, tudo para que Penápolis diminua o número de casos que vem preocupando a cada dia mais”, ressaltou.
Fiscalização
Segundo Burghetti, já é de seu conhecimento que a Vigilância Sanitária e Epidemiológica de Penápolis tem encontrado dificuldades de fiscalização em áreas particulares por conta da resistência das pessoas. “São casas que estão fechadas, abandonadas ou até mesmo que o proprietário não permite a entrada dos agentes fiscalizadores, o que dificulta o combate ao foco da doença”, comentou. Ainda segundo ele, através do conhecimento destas dificuldades o Ministério Público se disponibiliza em ajudar o órgão da maneira que for necessária e cabível ao MP.
“Entendo que algumas pessoas podem até ter medo de deixar um estranho entrar em sua casa por conta da violência que sofremos nos dias de hoje, mas um agente está sempre devidamente identificado. É importante que lhe seja permitido realizar seu trabalho, que é de fundamental importância, além da própria prevenção por parte da população”, finalizou.
(Rafael Machi)
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