20/06/2007
O réu Luciano Aparecido Silva Inocêncio, conhecido pelo apelido de “Lu” foi condenado ontem pelo Tribunal do Júri de Penápolis a cumprir uma pena de dois anos de reclusão, porém com direito de recorrer em liberdade. Seu advogado também tem facultativo o direito de apelar pela liberdade de seu cliente. O juiz Rodrigo Chammes presidiu os trabalhos, tendo atuado na defesa o advogado Antônio Carlos Oberg, enquanto que o promotor de Justiça, Dório Sampaio Dias na acusação. Através de sorteio o Conselho de Sentença foi formado por quatro homens e três mulheres. Lu é acusado de no dia 25 de outubro de 2003, por volta das 02h15, na rua Oito, do bairro Sílvia Covas, ter tentado à tiros matar Clóvis César da Mata Marques.
O crime somente não aconteceu pelo fato dos projéteis terem falhado. Conforme consta na acusação do Ministério Público, Clóvis era usuário de entorpecentes e teria ido naquele dia até a residência do acusado para adquirir maconha. No momento em que a transação ocorria uma viatura da Polícia Militar passou pelo local, o que levou Lu a acreditar que Clóvis o teria denunciado, tendo início uma discussão entre os dois. O acusado, segundo consta, após sair, retornou à sua residência cerca de 20 minutos depois em uma motoneta Biz, quando sacou a arma e efetuou os disparos, que falharam. A viatura ainda rondava o bairro e efetuou a prisão em flagrante do acusado. Ao ser preso ele negou que comercializasse entorpecente e afirmou que tinha uma antiga rixa com Clóvis após os dois, embriagados, terem brigado durante um baile.
Depoimento
Ao depor perante o Tribunal do Júri o réu negou que tivesse a intenção de matar Clóvis e que atirou ao alto para intimidá-lo. Ele destacou que naquele dia estava nervoso, pois sua casa havia sido furtada e, pelo fato de avistar Clóvis nas proximidades, suspeitou que ele fosse o autor do furto. Ao tirar satisfação Clóvis teria se irritado e partido em sua direção, quando então, segundo ele, sacou a arma e efetuou disparos para o alto. Atualmente, conforme afirmou, não tem mais desavença com Clóvis. Acusado de tráfico, Lu, juntamente com a esposa já foi condenado por este tipo de crime e ficou preso até dia 27 de abril deste ano, quando ganhou o direito de responder a acusação de tráfico em liberdade. (SRF)
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