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04/01/2017

Surpresa: Rubinho articula e consegue maioria de votos na Câmara

Imagem/Rafael Machi Surpresa: Rubinho articula e consegue maioria de votos na Câmara Base ligada ao PSD elegeu presidência e secretários da Câmara

DA REPORTAGEM

O vereador Rubens de Médici Ito Bertolini (SD), que tomou posse do cargo em sessão solene realizada neste domingo (1º) junto com os demais vereadores, foi eleito o presidente da Câmara para o biênio 2017/2018. Automaticamente, ele assume o cargo de prefeito interino do município, já que Célio do Oliveira (PSDB) – reeleito - teve sua candidatura cassada pelo TRE-SP e não pôde assumir o cargo. Bertolini fica até que nova eleição seja realizada em Penápolis para que o eleito possa assumir de forma definitiva a Prefeitura. A eleição ainda não tem prazo para acontecer e depende da Justiça Eleitoral para ser realizada.  A escolha de Bertolini entre os vereadores, por sete votos a seis, foi um verdadeiro “balde de água” na base aliada de Célio de Oliveira, que apoiava a eleição de Ivan Sammarco (PPS) como presidente da Câmara para que o mesmo assumisse o Executivo, dando sequência ao trabalho que Célio vinha realizando. Em entrevista coletiva no dia em que foi diplomado, Sammarco chegou a dizer que aceleraria a vinda do AME para Penápolis através de seu contato com o Governo de São Paulo, além de dar sequência ao trabalho do ex-prefeito.
A sessão solene de posse dos vereadores eleitos teve início por volta das 09h30 com um rápido culto ecumênico realizado por líderes de diferentes denominações religiosas. Em seguida, foi empossado cada um dos 13 vereadores, que discursaram e expuseram, em sua grande maioria, agradecimentos a familiares, amigos, além das diferentes manifestações de fé. A sessão contou com a presença de vereadores de antigas legislaturas, autoridades militares e civis, além da presença de Célio de Oliveira e seu vice-prefeito Ricardo Castilho (PV).
Célio discursou durante a sessão e na oportunidade voltou a falar que estava sendo injustiçado ao ter sua candidatura cassada mesmo recebido os 17.145 votos dos eleitores. “Mesmo havendo a vontade do povo nas urnas não assumi por conta da decisão do TRE-SP. Não prevaleceu a vontade do povo, bem como a democracia”, disse.

Votação e confusão
Após a posse dos vereadores, Sammarco, que presidia a sessão por ter sido o mais votado na eleição de 2 de outubro, deu início à votação para a escolha do presidente, vice e secretários da Câmara. 
Além dele mesmo votaram a seu favor os vereadores Francisco José Mendes, o Tiquinho (PSDB), Adalgiso do Nascimento, o Ziza e Roberto Delfino, ambos do PMDB, Carlos Alberto Soares da Silva (PPS) e Reginaldo Sacomani (DEM). Já Bertolini recebeu os votos dos parlamentares do PSD, Júlio César Caetano, José Antônio Ferres Chacon, Bruno Marcos Araújo dos Santos, Ester Maria Sezalpino Mioto e Rodolfo Valadão Ambrósio e de Evandro Tervedo Novaes (DEM), além do próprio Bertolini. A surpresa e decepção da base aliada de Célio, que escolhia Sammarco para a presidência foi o voto de Evandro que optou por votar em Bertolini, dando a vitória ao presidente do Solidariedade em Penápolis. A partir daí houve muita confusão na sessão. Tanto Novaes como Bertolini participaram da campanha eleitoral ao lado de Célio e por isso foram chamados de traidores pelos vereadores aliados, já que se esperava que, ao menos Novaes, desse seu voto para Sammarco, o que o elegeria presidente, entretanto, aconteceu o contrário. Nem mesmo Sammarco, que ainda presidia a sessão, se conteve e perdeu a paciência, repetindo em diversos momentos no microfone as palavras, traidor e traição. Além disso, ele discutiu com vereadores da oposição e até mesmo com algumas pessoas que estavam na Câmara. Com a articulação montada pela base do PSD, o grupo ainda elegeu Novaes como vice-presidente da Câmara, que, interinamente, passa a ser o presidente enquanto Bertolini estiver à frente do Executivo. Bruno Marcos e Ester foram eleitos pelo grupo ainda como 1º e 2º secretários respectivamente. Mesmo após a votação, a confusão continuou. Sammarco e Tiquinho chegaram a bater boca com outros vereadores e abandonaram a sessão antes mesmo de seu encerramento. Outro que não ficou até o fim foi o ex-prefeito Célio de Oliveira, que deixou a plenária também logo após a votação, sem cumprimentar Bertolini ou fazer qualquer protocolo sobre a passagem de cargo.

(Rafael Machi)


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