09/08/2007
A Câmara Municipal de Penápolis, por iniciativa do vereador Francisco José Mendes (PSDB), o Tiquinho, formalizou segunda-feira cobrança de compromisso assumido pela administração municipal no começo do ano para uma nova avaliação de concessão de reajuste salarial para os servidores municipais, já que na data-base da categoria em fevereiro não houve o benefício. Requerimento aprovado pela Câmara Municipal questiona quais são os resultados alcançados pela comissão formada em fevereiro durante audiência do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais com representantes da administração municipal. A Câmara Municipal também pede relatório sobre a arrecadação da prefeitura no primeiro semestre deste ano. Segundo Tiquinho, existem informações de que a receita teria aumentado pelo menos 15% nesse período, o que ajuda a respaldar a concessão de reajuste para os servidores. “Essa questão do reajuste para o funcionalismo municipal precisa ser tratada com muita transparência pelo prefeito João Luís dos Santos. Houve o compromisso de se voltar a negociar o benefício em julho e até agora nada”.
Tiquinho alertou que enquanto o salário mínimo do Estado de São Paulo chegou a R$ 410,00, existem servidores municipais ganhando apenas R$ 470,00.
O vereador Mauro Olympio (DEM), acusou a administração municipal de ter deixado de lado a necessidade de reajuste salarial do servidores municipais. “Nada se fala, nada se faz. Esqueceram da locomotiva que faz a coisa acontecer, os servidores municipais. Estão bem apenas os amigos do rei”. O vereador Cláudio Tiradentes (PR), falou que no atual governo, em dois anos e meio de gestão, houve 28% de reajuste na tarifa da água e reposição da inflação no IPTU, e que já está passando muito do momento dos servidores municipais serem contemplados. “Está insuportável a defasagem no salário do funcionalismo”.
O vereador Carlos Alberto Soares da Silva, o Carlão da Educação, disse que a administração João Luís dos Santos inchou o quadro da prefeitura com novas chefias e contratações de cargos em comissão. “Na Secretaria de Educação, mesmo sem a construção de mais nenhuma creche ou escola, o número de funcionários passou de 18 para 30”, afirmou.
O vereador Nardão Sacomani (DEM), defendeu um levantamento do número de secretários e outros cargos de confiança para comparação com a última administração municipal e conhecimento de quanto se gasta com essas funções.
O vereador José Santino, o Zezinho Leiteiro, apoiou a realização de novos encontros para a discussão do salário dos servidores municipais. “O que for possível será feito”. Zezinho defendeu que o prefeito João Luís concedeu de 18% a 23% de reajuste para o funcionalismo em 2005, além da efetivação de outros benefícios. O vereador Adalgiso do Nascimento (PMDB), o Ziza, disse que a administração João Luís trata com muito respeito e seriedade os servidores municipais. Segundo ele, apesar da vontade do prefeito, existe advertência do Tribunal de Contas para o percentual de gastos com folha de pagamento. “Essa administração municipal, diferente da última, fez contratações e não demitiu”. Imprensa/CâmaraEntão, faça seu login e tenha acesso completo:
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