30/03/2017
Antes de participarem da Audiência na Câmara, líderes da Apeoesp foram recebidos em encontro na subsede de Penápolis
DA REPORTAGEM
A presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Azevedo Noronha, conhecida como Bebel, esteve em Penápolis nesta terça-feira (28) para participar da audiência pública promovida pela Câmara Municipal sobre a reforma da previdência. Antes, porém, ela foi recebida na subsede da Apeoesp de Penápolis onde participou de entrevista coletiva com a imprensa e conversou com professores participantes do encontro. O posicionamento contra a reforma da previdência e a greve de professores foram os principais assuntos discutidos pela presidente que esteve acompanhada pelo vice-presidente, Fábio de Moraes.
De acordo com Bebel, a vinda dela para Penápolis se faz muito importante para ressaltar o movimento na região contra a reforma. “Creio que nossa presença causará um impacto muito positivo. É importante que a executiva vá à base para saber o que o povo está sentindo, trazendo o alento de que esta luta tem que continuar e de que eles não estão sozinhos. A tendência é fortificar o movimento e esta parceria, que já tem resultados positivos”, comentou.
Na oportunidade Bebel lembrou da paralisação feita pelos professores no dia 15 de março contra a reforma da previdência, entre outros assuntos, e que mobilizou mais de 50 mil professores na Praça da República, em São Paulo. “Essa movimentação começou no congresso da Apeoesp e chegou ao Brasil todo. Organizamos um calendário e uma pauta de reivindicações que tomaram grandes proporções. Durante a manifestação do dia 15, demos uma aula de cidadania”, completou.
Em Penápolis, o movimento também foi marcado pela panfletagem feita por professores na área central da cidade, além da paralisação das aulas por um dia.
Bebel lembrou que a aposentadoria deve ser um direito sagrado dos trabalhadores após longos anos de trabalho. Para ela, a aposentadoria se torna inviável, já que com a elevação da idade mínima de aposentadoria para 65 anos e longo tempo de contribuição, de 25 anos, estão, para ela, acima da expectativa de vida de grande parte da população. “Lembro, principalmente das professoras, que serão muito afetadas. A aposentadoria se tornaria inviável, principalmente para uma professora da categoria O, por exemplo, que ainda tem que enfrentar uma instabilidade. Imaginem uma professora, que às vezes chega a trabalhar em diversas escolas, ter que se enquadrar às novas regras. Ela, simplesmente, não aposenta”, afirmou.
A presidente destacou também que a luta contra a reforma da previdência se faz, não somente contra o Governo Federal, mas também o Estadual. “Isso acontece porque, recentemente, o Governo Federal divulgou que os estados e municípios terão um prazo para fazer a reforma em seus âmbitos de competência e que caso isso não ocorra passa a prevalecer as regras nacionais. Isso quer dizer que o Governo Estadual também tem sua responsabilidade e que a classe tem que se unir por nossos direitos”, ressaltou.
Greve
A greve decidida pela categoria já toma conta do estado. Segundo a Apeoesp, o movimento teve início nesta terça-feira e deve ir até amanhã, onde uma nova assembleia seria promovida na capital para decisão dos rumos a serem seguidos. A greve foi motivada por diversos fatores, entre eles a reforma da previdência e o reajuste salarial da classe. A Apeoesp informou que o movimento ainda era pequeno em Penápolis até esta quarta-feira (29), sendo que um trabalho de adesão estava sendo feito entre os professores. No estado a adesão já passava dos 35%. A Secretaria de Estado da Educação não informou a adesão segundo seu registro. A Apeoesp informou que os professores estão, há quase três anos sem reajuste salarial e que o salário base do Professor de Ensino Básico I está fora da lei com quase 10% abaixo do piso nacional.
A categoria pede ainda que, além da correção da defasagem em relação ao piso nacional, seja feita a recuperação das perdas de agosto de 2014 até o momento, o que corresponde 22,03% na perspectiva do cumprimento da Meta 17 do Plano Estadual de Educação.
(Rafael Machi)
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