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Diário de Penápolis

Cidade & Região

16/08/2017

Divergência em votação da OS gera desconforto em partido

DA REPORTAGEM

A votação da Câmara de vereadores sobre o projeto de parcerias com as OS gerou desconforto entre os vereadores do PSD, que fazem oposição ao Executivo Municipal. Isso porque quatro, dos cinco vereadores, que compõem a bancada do partido na Câmara queriam que o projeto fosse adiado por 15 dias a fim de que fosse melhor discutido antes de sua aprovação. Entretanto, o vereador José Antonio Ferres Chacon, o “Cabeça” (PSD), foi contra o pedido do partido e votou a favor de sua aprovação, causando espanto dos demais companheiros e de pessoas que acompanhavam a sessão. De acordo com o líder do PSD na Câmara, Rodolfo Valadão Ambrósio, em nenhum momento a bancada fechou pela contrariedade ao projeto, mas apenas pela iniciativa de que o projeto fosse melhor discutido e explicado por parte do Executivo, já que, para ele, ainda existiam algumas dúvidas e pontos no projeto que precisariam ser debatidos. “Não queremos ir contra algo que pode ser bom para a população, apenas queremos que o projeto seja tramitado de forma transparente e sem dúvidas por parte do legislativo. Infelizmente, em nenhum momento, fomos chamados pelo Executivo para que nos explicasse o projeto, para que pudéssemos debater seus artigos, votando por algo legal. Não é porque somos oposição que vamos contra as coisas boas só por causa do prefeito. Se fosse só pela oposição, já teríamos fechado contra e pronto, mas apenas queríamos mais tempo para não aprovar algo às escuras”, ressaltou.  A intenção do vereador era a de que a Câmara pudesse verificar toda a situação do projeto, obtendo mais informações e opiniões de cidades que já possuem o projeto e até mesmo do Ministério Público. Durante a sessão, alguns vereadores da base aliada chegaram a dizer que havia a necessidade de aprovação urgente, já que o projeto necessitava ser incluso no orçamento do município, que por sua vez precisa ser enviado à Câmara até o dia 31 de agosto. “Isso não é desculpa. Se adiássemos por 15 dias o Executivo teria total condição de enviar o orçamento com o projeto incluso até o fim do prazo estabelecido”, ressaltou Rodolfo. 

Decepção
Durante a votação pelo adiamento do projeto o vereador cabeça votou contra o pedido apresentado pela vereadora Ester Mioto. Com isso, o adiamento foi negado por sete votos a cinco. Em consequência, o projeto de lei foi votado na mesma noite e da mesma forma o vereador Cabeça votou a favor de sua aprovação, enquanto os demais do PSD votaram contra. O projeto foi aprovado por sete votos a cinco. “Isso incomodou muito aos demais companheiros de partido. Havíamos um acordo de que pediríamos o adiamento para fazer esta melhor análise do projeto, inclusive eu conversei com o Cabeça horas antes e ele concordou que isto seria o melhor a se fazer, entretanto, ele mudou seu voto na última hora, o que poderia até ser interpretado como infidelidade partidária”, acrescentou Rodolfo. Nos próximos dias o partido deverá se reunir para que a situação seja debatida entre suas lideranças. 

Cabeça
Em contato com a reportagem do DIÁRIO DE PENÁPOLIS, o vereador explicou que votou a favor da população. “Procurei estudar o projeto e conhecer a forma como é aplicado em outras cidades, na região inclusive. Entendi que se trata de algo que pode ser muito bom para a saúde no município e que com atual situação financeira de Penápolis é algo que se faz necessário para revertermos esta situação, beneficiando milhares de pessoas que dependem da saúde pública e que estão sofrendo com a falta de médicos, medicamentos e exames. Entendi também que um projeto como este se faz urgente, sim, pois não podemos brincar com a saúde das pessoas e temos que oferecer, o quanto antes, a solução para estes problemas, evitando coisas ainda mais graves”, destacou. Cabeça ressaltou também que não traiu sua legenda. Segundo ele, o líder da bancada já havia sido avisado por ele, durante a sessão, sobre o estudo que havia feito e também sobre seu posicionamento. “Na hora de votar pensei na população e não na ideologia partidária. Fomos eleitos pelo povo para defender o povo e buscar soluções para seus problemas. Este é o dever do vereador, estou com a consciência tranquila. Acreditei no projeto apresentado pelo Executivo e fiz minha parte enquanto vereador”, finalizou.

(Rafael Machi)


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