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14/09/2017

Três anos de espera: Quatro casas do Gimenes continuam desocupadas

Imagem/Rafael Machi Três anos de espera: Quatro casas do Gimenes continuam desocupadas Residências desocupadas desde 2014 sofrem a ação do tempo com infiltrações e paredes com mofo

DA REPORTAGEM

Quatro casas do Residencial Gimenes continuam desocupadas desde julho de 2014 quando o bairro foi inaugurado em Penápolis. Elas não puderam ser ocupadas por conta de uma determinação judicial depois que seis pessoas sorteadas como suplentes no grupo de indivíduos que vivem sozinhas entraram com ação na Justiça pleiteando uma unidade habitacional. Das seis casas que haviam sido interditadas inicialmente, duas foram liberadas e hoje já abrigam famílias. Em julho de 2015 as casas foram invadidas por um grupo de mulheres solteiras com seus filhos, permanecendo no local por quase um mês, quando foram obrigadas a sair das residências por meio da Justiça. Na tarde desta quarta-feira (13) a reportagem do DIÁRIO DE PENÁPOLIS, retornou ao local e constatou que as casas continuam desocupadas. Apenas uma delas está servindo como abrigo para seguranças de uma empresa que presta serviços para a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) – responsável pelas moradias – para que não voltem a serem invadidas.
No local a reportagem constatou que algumas das casas apresentam problemas de infiltração, sendo que o mofo toma conta de algumas paredes, outras têm problemas com instalações elétricas e, aparentemente, somente a casa onde ficam os seguranças parece ter energia elétrica e água.  Além disso, as casas apresentam outros problemas como vidros quebrados, ocasionados pela falta de moradores. Esta não é a primeira vez que o problema é informado pelo DIÁRIO. Em janeiro de 2016 o fato das casas estarem desocupadas já havia sido mostrado. Um ano e meio depois, pouca coisa mudou, já que ainda aguarda-se a resolução do problema através da Justiça.
A reportagem não conseguiu obter informações sobre o andamento dos processos. Como já havia sido informado pela, CDHU a Companhia também aguarda o desfecho das demais ações para poder comercializar os imóveis. Além disso, a Companhia também  tem conhecimento dos danos que haviam sido causados pela invasão ocorrida em 2015 e se prontificou a fazer todos os reparos necessários antes que as moradias sejam entregues após o término do processo judicial. Em julho de 2015, as seis residências que estavam desocupadas foram invadidas. As mulheres que ocuparam o espaço reivindicavam as moradias, já que permaneciam fechadas.
Elas estavam morando com seus filhos pequenos de forma improvisada no local. Foram interrompidos o fornecimento de água e energia, permanecem apenas com a solidariedade de vizinhos. Uma determinação judicial foi expedida obrigando-as a saírem. Uma oficial de justiça esteve no local juntamente com a Polícia Militar e entregou a ordem, tendo as mulheres, saído das casas dois dias depois. Na época da invasão, a explicação emitida à imprensa sobre as casas vazias, é que um equívoco no sorteio dos imóveis, foi o gerador do problema. Das mais de 230 casas construídas, nove teriam que ser destinadas para solteiros. Entretanto, no momento do sorteio, os responsáveis da CDHU acabaram sorteando mais do que deveriam como titulares. 
Os excedentes entraram na Justiça reclamando o direito de permanecer com a casa como titulares e não como suplentes, como ocorreria com a correção do erro. Com a ação judicial, as casas foram interditadas, desta forma não puderam ser ocupadas por ninguém. Dentre os nove imóveis que entraram na ação, três já foram ocupadas por pessoas que tiveram suas ações ganhas. As demais ainda aguardam a determinação da Justiça.

(Rafael Machi)


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