04/09/2007
Uma mulher, que afirma se chamar Sônia Maria Mariano (foto) e ter 27 anos, há alguns dias chama a atenção de moradores do Jardim Pevi, em Penápolis. A desconhecida, de cor escura e que nitidamente aparenta ter problemas psicológicos, adotou o ponto de ônibus intermunicipal do bairro como seu lar. Apesar de negar, moradores consultados afirmam que um bueiro, bem como a área de um bar e outros pontos do citado bairro e do Jardim Planalto, são utilizados para pernoitar. “Já entramos em contato com a Prefeitura Municipal para encontrar uma solução ao problema, mas pelo visto até agora nenhuma providência foi tomada”, afirmou uma moradora que preferiu não se identificar. A mesma pessoa destacou que a “vizinha” até o momento não apresentou nenhum problema às pessoas, mas a situação desumana em que vive carece de uma solução urgente. Quando a Reportagem foi ontem à sua procura não a encontrou no citado ponto, porém seus pertences, incluindo alguns retalhos que servem de cama, estavam “arrumados” no banco. Naquele momento “Sônia” estava próximo a Indústria Pevi e procurada, a princípio disse não precisar de ajuda, alegando que trabalha em uma indústria e utiliza o local para pernoitar ou ficar durante as horas vagas.
A mulher disse que residia em Barbosa e sem demonstrar nenhuma explicação, decidiu por se mudar para Penápolis. Para se alimentar, ela conta que pede por comida aos moradores da região.
Internação
Ontem o secretário de assistência social, Clésio Thomazin, argumentou que há algum tempo estão tentando encontrar uma solução para o problema da mulher. “Hoje (ontem) mesmo um cunhado esteve aqui para tentar uma internação. O problema é que, com um mês o hospital fornece a alta médica e novamente ela retorna para a rua”, reclamou o secretário. A mulher, conhecida pelo apelido de Soninha, conforme destacou Clésio, tem uma história complicada. “Ela é uma pessoa que não quer ser socorrida. Como vários outros casos, não quer saber de nada, mas, apenas ficar de forma ociosa”, lamentou o secretário. A reportagem apurou que ela têm família em Penápolis, mas, pelo seu comportamento bravo e agressivo, eles acabam por não a querer por perto. “Ela já havia fixado moradia em outro ponto de ônibus, próximo ao a EE Marcos Trench, mas como desconfiou que poderia ser internada, tratou de sair da região”, disse Clésio.
Devido a forma agressiva, onde se arma com pedras para evitar qualquer aproximação, para ser conduzida para o hospital é necessário o auxílio de policiais militares. O secretário ressaltou que, pelo fato dela ter familiares na cidade, a internação somente é possível com a assinatura de um representante. Para ainda hoje será tentado sua localização para uma possível internação. (SRF)
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