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22/03/2018

Com problemas sobre doação de terreno, Bonolat suspende construção de laticínio

Imagem/Rafael Machi Com problemas sobre doação de terreno, Bonolat suspende construção de laticínio Apesar de não ser parte no processo, Grupo Asperbras suspendeu construção da Bonolat até que impasse seja resolvido pela Prefeitura

DA REPORTAGEM

O Grupo Asperbras, responsável pela construção do Laticínio Bonolat em Penápolis, anunciou de forma oficial nesta quarta-feira (21) que irá paralisar por tempo indeterminado as obras de construção do parque industrial do laticínio, cuja obra está orçada em R$ 60 milhões. A paralisação foi motivada pelo impasse na Justiça em relação à doação do terreno onde a empresa está sendo construída e que foi doado pela Prefeitura Municipal. No início de março, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) concedeu liminar suspendendo o artigo 02 da lei municipal 2.109, de fevereiro de 2016, no qual a Prefeitura doou área à margem da rodovia Sargento Arnaldo Covolan para a instalação do laticínio Bonolat. Em nota, o Grupo Asperbras afirmou que a decisão partiu dos investidores e que foi respaldada pelos advogados que orientaram o Grupo a aguardar até que a Prefeitura Municipal de Penápolis resolva as questões jurídicas. Na semana passada, após a divulgação da Liminar na imprensa, o prefeito de Penápolis, Célio de Oliveira (PSDB), classificou como absurda a decisão da Justiça e garantiu que acionou o setor jurídico para recorrer da decisão, que ainda cabe recurso. Na oportunidade ele afirmou que tinha conversado com os diretores do grupo lhes assegurando tranquilidade em relação à situação e que as obras seriam mantidas. Ainda em nota, o Grupo Asperbras citou também que sempre cumpriu os trâmites exigidos pela Prefeitura e que aguardará a conclusão do trâmite processual. “A Bonolat informa que cumpriu rigorosamente todos os tramites legais exigidos pelo município, sempre com transparência e idoneidade. Mesmo não sendo parte do processo, a empresa irá aguardar a conclusão de toda tramitação jurídica para dar andamento ao empreendimento, inclusive buscar os caminhos legais para preservação de seus direitos”, concluiu a nota.

Liminar
A decisão sobre a liminar em 2ª instância foi publicada pelo relator João Negrini Filho. No documento, o magistrado cita que a manutenção do artigo acarretará perigo de lesão irreparável ou de difícil reparação, ante a possibilidade de concretização de forma integral das instalações industriais antes do término do julgamento. Segundo consta, a ação partiu do promotor João Paulo Serra Dantas, do Ministério Público de Penápolis. Ele enviou ao procurador-geral de Justiça do Estado de São Paulo, Gianpaolo Poggio Smanio, informações sobre o assunto, solicitando que seja questionada a forma como ocorreu a doação da área, sem respeitar procedimentos legais. Já o procurador-geral alegou em sua petição que a lei é incompatível com a regra da licitação e dos princípios da moralidade, impessoalidade e interesse público. “O município tem o dever de promover licitação, procedimento transparente e objetivo cuja funcionalidade é assegurar a ética na gestão dos negócios públicos e a igualdade de oportunidades aos potenciais interessados em celebrar contratação com o poder público, evitando favorecimentos e colhendo a proposta que mais satisfaça o interesse público”, destacou. O prefeito já havia destacado que a ação havia sido arquivada em 1ª instância, mas que o caso havia sido reaberto pelo Ministério Público. Segundo ele, a decisão ao ser tomada “ao pé da letra”, não foi levada em consideração os benefícios que a empresa está trazendo para a cidade. “Estamos falando de uma empresa com investimento milionário e que já está gerando inúmeros empregos em sua construção, e vai gerar ainda mais quando estiver em funcionamento, já que o início de suas atividades está previsto para o fim deste ano”, ressaltou em entrevista na semana passada.

(Rafael Machi)


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