22/07/2018
A Vigilância Epidemiológica de Penápolis possui equipe de combate imediato contra escorpiões
DA REPORTAGEM
A Vigilância Epidemiológica de Penápolis registrou durante todo o ano de 2017, 122 casos de ataques de escorpiões atendidos no Pronto Socorro da cidade. Apesar do número divulgado, o encarregado da Vigilância de Penápolis, Franklin Cordeiro Rodrigues, acredita que o número real de ataques tenha sido maior neste período. “Isso porque existem casos em que a pessoa, ao ser picada, não procura atendimento médico, que deveria ser o procedimento correto. Desta forma, acreditamos que o total de ataques possa ter ultrapassado os 160”, afirmou.
De acordo com o levantamento feito pela Vigilância sobre os casos atendidos no Pronto Socorro e obtido pela reportagem do DIÁRIO, o maior número de ataques ocorreu na zona urbana, num total de 91 registros. Já na zona rural os ataques de escorpião somaram-se 31.
O levantamento apontou que, em 2017, dezembro foi o mês em que houve maior registro de ataques atendidos no PS local, no total foram 16 casos. Agosto foi o segundo mês com mais registros, foram 15, seguido de setembro e novembro com 14 casos registrados.
O levantamento mostrou que o mês com o menor número de ataques foi março, com quatro registros. Do total de ataques ocorridos durante o ano passado, 77 vítimas sofreram a picada do escorpião na mão. Franklin explicou que este tipo de ocorrência é comum porque muitos dos ataques registrados são de pessoas que tentaram manusear algum objeto onde estava o escorpião. “Ele ataca sempre que se sente ameaçado. Normalmente a pessoa tenta manusear com as mãos algum objeto onde o escorpião pode estar escondido, seja desde aquela roupa que estava no chão até os restos de entulho, sendo este o momento onde ocorre o ataque, por isso esta parte do corpo é sempre a mais atingida”, destacou.
A maioria das vítimas são homens, num total de 77, enquanto que as mulheres representam 45, do total de vítimas.
De acordo com o encarregado da Vigilância Epidemiológica, entre as espécies existentes na região, a mais comum encontrada tem sido a do Tityus serrulatus, conhecido popularmente como escorpião-amarelo. Ele tem entre 6 e 7 centímetros de comprimento e é considerado o mais venenoso da América do Sul. Segundo ele, o clima seco das últimas semanas pode contribuir com o aparecimento de escorpiões em residências, já que eles estariam procurando ambientes úmidos para se esconderem. O principal meio de disseminação dos escorpiões pode ser através da rede de esgotos. O local é bastante propício para isso, já que o escorpião é um predador natural das baratas, que costumam viver em ambientes como este. “Por conta disso, firmamos uma parceria com o Daep para a aplicação de um diferente veneno contra baratas. Os resultados foram bastante satisfatórios, diminuindo o número de baratas e a incidência de escorpiões em determinados bairros”, explicou.
Desde 2007 a cidade de Penápolis vem trabalhando com a problemática, que, mesmo com o trabalho de prevenção, teve um aumento nos últimos anos, assim como ocorreu em diversas cidades do estado. Uma equipe da Vigilância se dedica especificamente a este trabalho. Os servidores Vanderlei dos Santos Paula e Ronaldo de Souza vêm se especializando cada vez mais ao combate de escorpiões, tendo eles já passado por capacitação no Instituto Butantã, em São Paulo.
Prevenção
Para o encarregado da Vigilância Epidemiológica de Penápolis, a melhor maneira de combater o escorpião ainda é através da prevenção. “De hábitos noturnos, os escorpiões vivem em locais escuros, quentes e úmidos. Na região urbana, são encontrados em locais com entulhos, pedras, dentro de sapatos, junto a roupas, etc. Desta forma, é de fundamental importância que as pessoas estejam atentas na hora de vestir roupas ou colocar calçados que antes estavam no chão. Deixar os móveis afastados da parede também é uma boa maneira de evitá-los”, disse.
Outra importante maneira de prevenção é deixar sempre tampados os ralos de acesso ao esgoto. “Muitas vezes o escorpião encontrado dentro de casa pode ter saído da rede de esgoto. Neste caso é importante manter os ralos fechados e até, mesmo, com aquelas finas telas para insetos, impedindo que o escorpião entre”, acrescentou. Vale ressaltar que em caso de picada ou suspeita de picada através de uma dor forte e repentina, é preciso procurar ajuda médica imediatamente, já que o veneno do escorpião pode até matar.
Para obter mais informações ou relatar o encontro de um escorpião, a pessoa também pode entrar em contato com a Vigilância Epidemiológica através do telefone (18) 3652-7802, ou 3653-5242.
Estado
Mais de 11 mil casos de ataques de escorpião já foram registrados este ano, no Estado de São Paulo. Estima-se que são, em média, até duas ocorrências por hora. Já em 2017, foram registrados 21,7 mil ataques, contra 18 mil, em 2016. E um ano antes, cerca de 15 mil. O crescimento do número de casos nas grandes cidades, a cada ano, está assustando as pessoas. É preciso que a própria população tome os cuidados necessários para evitar os inimigos.
(Rafael Machi)
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