21/09/2007
Uma reunião marcada para às 16h00 do dia 1º de outubro, no Fórum de Penápolis, entre a Promotoria de Justiça, representantes de entidades assistenciais e do grupo Unidos Pela Vida, terá por objetivo sensibilizar os responsáveis pelas entidades locais a receberem os menores em medidas sócio-educativas. Segundo consta, o órgão encarregado para este fim, o Unidos Pela Vida, está encontrando dificuldades em efetuar o procedimento. O Unidos é presidido pela professora Marina Boghossain Esperança e tem por finalidade prestar acompanhamento e apoio aos menores necessitados.
Um ofício neste sentido foi endereçado pelo Unidos ao promotor Adelmo Pinho (foto), que agendou o encontro. Segundo o promotor, tomando por base as informações que foram levadas ao seu conhecimento, algumas entidades que deveriam receber os menores, por razões que deverão ser expostas na reunião, não o estão fazendo.
Quando encaminhados, após terem cometido algum delito, os menores são penalizados com a prestação de à comunidade por um determinado período previamente estabelecido.
Surpresa
Ontem o prefeito João Luís dos Santos ao ser indagado a respeito do problema, uma vez que várias entidades são de responsabilidade da Prefeitura, se mostrou surpreso com a informação. Para ele, antes de levarem o problema ao Ministério Público, deveriam tê-lo colocado a par da situação. O problema, pelo que deu para entender, é difícil de se chegar a uma solução, já que, por serem jovens problemáticos e rebeldes, dificilmente se enquadram em alguns padrões da sociedade. João Luís aproveitou que vários repórteres estavam reunidos e os convidou para uma visita surpresa em um dos órgãos responsáveis para acolher adolescentes. No local, que oferece atividades culturais, os assistidos já haviam ido embora por já cumprirem o período determinado. Mas, conforme apurado pela Reportagem, por falta de vontade dos menores, a maioria, por não aceitarem participar das atividades, permanecem o período sentados em bancos, como se estivessem sido colocados de castigo. “É uma situação difícil, pois temos uma variedade de atividades, até mesmo esportivas que eles poderiam participar, mas a maioria assim não deseja”, lamentou o prefeito. Atividades mais “desgastantes”, como por exemplo, varrer uma praça, os infratores não aceitam cumprir. “Todas as secretarias contam com atividades da qual estes menores podem ser incluídos”, finalizou o prefeito. (SRF e AR)
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