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29/08/2018

Punição: PSDB desfilia Célio após anunciar apoio a outro partido

Imagem/Arquivo DIÁRIO Punição: PSDB desfilia Célio após anunciar apoio a outro partido Célio anunciou apoio ao PSB para o governo de São Paulo e desagradou a cúpula de seu partido, o PSDB, em São Paulo

DA REPORTAGEM

O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) confirmou nesta terça-feira (28) que o prefeito de Penápolis, Célio de Oliveira, não pertence mais ao partido pelo qual foi reeleito em 2016. Em nota, o diretório estadual do PSDB afirmou apenas que o prefeito foi desfiliado porque descumpriu o estatuto da legenda ao anunciar apoio à candidatura de outro partido. 
Célio assumiu apoiar o candidato ao Governo de São Paulo pelo PSB, Márcio França, durante sua visita a Penápolis para a inauguração do prédio do Curso de Medicina da Funepe, no fim de junho, oportunidade em que França anunciou a instalação do AME em Penápolis. Sua desfiliação não prejudica o prefeito penapolense, que, mesmo sem legenda continua exercendo a função para qual foi eleito. O candidato ao Governo de São Paulo pelo PSDB é João Dória, que chegou a ser criticado por Célio. 
Na época em que França esteve em Penápolis, já como governador do Estado, o DIÁRIO DE PENÁPOLIS repercutiu o discurso de Célio. Na oportunidade, ele afirmou que nunca tinha visto o trabalho atuante de um governador como estava vendo agora. “Nunca vi um governador que tenha feito, em 84 dias, tudo o que foi feito pelo senhor, principalmente para os prefeitos do interior”, disse Célio, na época, se dirigindo ao governador. 
Ele ressaltou seu apoio pedindo a união dos prefeitos. “Essa é à hora dos municípios darem as mãos e o levar ao governo do Estado. É isso que vamos fazer, a partir de Penápolis. Estaremos juntos”, afirmou o agora ex-tucano. 
Na ocasião, Célio criticou o PSDB e também João Dória, que teve que deixar a prefeitura da capital paulista para se lançar como candidato, atitude que foi muito criticada por Célio. “Infelizmente, o meu partido optou por uma situação que não existe, ou seja, o prefeito que foi eleito por quatro anos em uma cidade, abandona o mandato para fazer projeção em carreira política. Isso é um erro histórico que o PSDB cometeu”, disse Célio. 
Após suas declarações, o PSDB informou que havia suspendido o prefeito da legenda. Ele tinha sido comunicado através de ofício que dava a ele prazo para que pudesse apresentar sua defesa para avaliação do diretório estadual. 
Em 2015, Célio migrou do PSD para o PSDB a pedido do então governador Geraldo Alckmin. Na ocasião, Oliveira destacou que a mudança se fazia necessária para obter mais conquistas para Penápolis.

Tranquilidade
Procurado pelo DIÁRIO após a decisão, Célio de Oliveira, que estava em viagem a São Paulo, afirmou estar bastante tranquilo em relação à decisão. Ele confirmou que também já havia sido comunicado da decisão e voltou a dizer que tomou a posição pensando na cidade. “Estou bastante tranquilo em relação a toda esta situação. Fiz pela minha cidade, pensando na minha cidade. Inclusive, estou em São Paulo cuidado de assuntos de interesse de Penápolis, como a implantação do AME, que foi uma grande conquista”, destacou. 
Célio destacou que apoia a candidatura de Alckmin na Presidência e afirmou que quem perde com sua saída neste momento de eleição é o partido. “Quem perde é o PSDB, há 40 dias de uma eleição majoritária que pode ser disputada em primeiro e segundo turno, onde apoio o candidato deles à presidência”, ressaltou. 
Célio afirmou também que por enquanto se manterá sem partido, o que não afeta seu cargo como prefeito. Ele negou que houvesse convite para se filiar em qualquer outra legenda. “Estou tranquilo. Vou continuar trabalhando pela cidade e vou aguardar sobre isso, por enquanto”, concluiu. 
O presidente do diretório do PSDB de Penápolis, Edson Bilche Giroto, o Batata, também foi ouvido. Ele afirmou que a decisão foi tomada diretamente pelo diretório estadual e considerou a medida precipitada. “O Célio é uma força política regional, que apoia o Alckmin, mas é uma força que se perde próximo das eleições. Talvez com uma melhor avaliação da situação e de sua força na região a decisão poderia ter sido outra, mas ela veio de São Paulo e cabe a nós respeitarmos”, disse.

(Rafael Machi)


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