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25/01/2019

Caged 2018: Pelo segundo ano, Penápolis tem empregos negativos

Imagem/Rafael Machi Caged 2018: Pelo segundo ano, Penápolis tem empregos negativos O setor da construção civil terminou 2018 com mais de 60 vagas fechadas em Penápolis

DA REPORTAGEM

Pelo segundo ano consecutivo, Penápolis fechou 2018 com saldo negativo na geração de empregos, segundo balanço divulgado nesta semana pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ligado ao Ministério do Trabalho. 
Entre janeiro e dezembro do ano passado, a cidade registrou o fechamento de 196 vagas. Apesar de ser o segundo ano consecutivo com saldo negativo, em 2018 o resultado final ainda foi melhor do que no ano anterior, já que em 2017 o saldo era de 253 vagas fechadas em Penápolis. 
Segundo o Caged, em todo o ano passado foram 5.144 contratações feitas em carteira assinada, enquanto as demissões somaram-se 5.340, o que gerou o saldo negativo. 
Ainda segundo os dados divulgados pelo Ministério do Trabalho, o cargo que mais contribuiu de forma negativa em relação ao número de empregos foi o do soldador. Em 2018 foram fechadas 67 vagas no setor. O setor do caldeireiro foi o segundo que mais demitiu no ano passado, com 42 vagas fechadas. O setor do costureiro de confecção em série também não obteve bons resultados, com menos 37 vagas em 2018. Entram na lista ainda os setores do operador de máquina de beneficiamento de produtos agrícolas (-34) e também o ramo da construção civil, com baixas de servente de obras (-34) e pedreiro         (-27). Juntas, as vagas voltadas para a construção civil fecharam com menos 61 vagas. 
Por outro lado, Penápolis também teve seus setores que conseguiram fechar o ano de 2018 com boa geração de empregos. Foi o que aconteceu no de alimentado de linha de produção, que fechou o ano gerando 154 novas vagas. O de auxiliar geral de conservação de vias permanentes também teve bom desempenho, com 57 vagas criadas. Já o embalador a mão também teve destaque no ano passado, gerando 42 postos de serviço.
Também se destacaram as vagas para os cargos de faxineiro (27), atendente de lojas e mercado (22) e assistente administrativo. 

Dezembro
Somente no mês de dezembro do ano passado, o saldo fechou de forma negativa. Foram 331 vagas fechadas, número bastante parecido com o mesmo período de 2017, quando foram 300 vagas fechadas somente em dezembro daquele ano.
Foram apenas 27 admissões contra 558 demissões realizadas no último mês do ano. Também sobre o mês de dezembro, o setor que teve a pior geração de empregos foi a do operador de máquinas de beneficiamento agrícola, com menos 44 vagas. Da mesma forma ficou o do tratorista agrícola, que fechou 42 vagas no mês de dezembro. O motorista de caminhão de rotas regionais e internacionais também teve um desempenho ruim, foram 41 vagas fechadas no mês passado. 
Mas dezembro também teve destaque no setor do soldador, que fechou o mês com oito novas vagas de emprego. 
O setor do vendedor do comércio varejista também conseguiu gerar cinco vagas. Enquanto isso o setor do técnico em enfermagem fechou dezembro no azul, quatro vagas geradas. 

Geral
De modo geral, em 2018 a cidade de Penápolis gerou 367 vagas destinadas ao primeiro emprego em carteira assinada entre as mais de 5,1 mil vagas criadas. Em relação aos mais de 5,3 mil desligamentos, 3.498 foram desligamentos sem justa causa, enquanto que as dispensas por justa causa somaram 46. Ainda sobre os desligamentos, 1.021 foram feitos a pedido do próprio trabalhador e 36 baixas em carteira se deram por conta da morte do funcionário. Em 2018 foram 4.651 estabelecimentos gerando algum contrato formal em carteira. 

Brasil
O Brasil encerrou 2018 com saldo positivo de 529,5 mil empregos formais. Esse foi o primeiro saldo positivo desde 2014, quando houve geração de 420,6 mil empregos. O setor que gerou o maior saldo positivo de empregos formais foi o de serviços, com 398,6 mil, seguido pelo comércio (102 mil). A administração pública foi a única a registrar saldo negativo, 4,19 mil. 
De acordo com a secretaria, essas demissões no serviço público devem ter ocorrido pela restrição fiscal em estados e municípios e são referentes apenas a trabalhadores celetistas. São Paulo foi o estado que mais gerou empregos (146,6 mil), seguido por Minas Gerais (81,9 mil) e Santa Catarina (41,7 mil). Os maiores saldos negativos foram Mato Grosso do Sul (3,1 mil), Acre (961) e Roraima (397). O salário médio de admissão em dezembro de 2018 ficou em R$ 1.531,28 e o de demissão, R$ 1.729,51. 
Em termos reais (descontada a inflação), houve crescimento de 0,21% no salário de admissão e perda de 1,39%, no de desligamento, em comparação ao mesmo mês do ano anterior.

(Rafael Machi)


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