10/03/2019
Advogadas formam a Comissão da Mulher da OAB subseção Penápolis
DA REPORTAGEM
Cerca de 60 mulheres foram homenageadas na noite da última sexta-feira (08), ao participarem do Jantar Italiano oferecido pela Comissão da Mulher da Ordem dos Advogados do Brasil, subseção de Penápolis. O encontro aconteceu na Casa da Advocacia e contou com a presença de advogadas e outras mulheres da sociedade que foram convidadas para o evento. Segundo a presidente da comissão penapolense, a advogada Grasiele Castilho, o encontro tem o principal objetivo de unir a classe das advogadas, exaltando o Dia Internacional das Mulheres. “Este é o terceiro ano em que realizamos um evento para marcar a data. A classe tem crescido em Penápolis entre as mulheres e hoje contamos com cerca de 200 advogadas. Um jantar como este, além da união, visa promover o reconhecimento da mulher que vem se destacando dentro da classe em nossa cidade”, destacou. Apesar do crescimento entre as mulheres, Grasiele lamentou que o preconceito aconteça por parte de algumas pessoas. “Infelizmente ainda encontramos barreiras dentro do Judiciário. Existe um pré-julgamento de que quando se é mãe, por exemplo, ainda existem afirmações de que a mulher não é capaz de cumprir com suas obrigações dentro de casa e trabalhar. Pelo contrário, a mulher é capaz de aplicar um olhar diferenciado em seu trabalho, acrescentando qualidade e dedicação”, ressaltou. O jantar oferecido pela comissão contou com a organização das advogadas Cintia Fernandes, Aline Carrareto e Paula Ferres, que fazem parte da Comissão, com o apoio das funcionárias da OAB subseção de Penápolis.
Conquistas
Em sua coluna na internet divulgada nesta sexta-feira, a presidente da Comissão da Mulher Advogada do Conselho Federal da OAB, Daniela Borges destacou as conquistas que a mulher vem tendo. “Neste 8 de março, precisamos refletir sobre as lutas das feministas na sociedade brasileira. O Dia Internacional da Mulher celebra as mães, avós, tias e irmãs que vieram antes de nós e que nos deram marcos legais na defesa dos nossos direitos”, destacou. A advogada citou também o problema da violência contra a mulher e criticou o Estado, que não consegue garantir a proteção das mulheres. “As mudanças legislativas e normativas não são suficientes para transformar positivamente a sociedade. A discriminação e o preconceito contra mulher ainda existem e vão continuar a existir até que a cultura e os valores sociais sejam transformados”, afirmou. Para ela, o assédio sexual é outro grande problema a ser enfrentado pela classe. “Advogadas e estagiárias enfrentam assédio nos fóruns, nas repartições, nas delegacias, nos presídios e, sobretudo, nos escritórios de advocacia. Infelizmente, são poucas as mulheres que denunciam o abuso, por vergonha e por medo de prejudicarem suas carreiras”. “Precisamos continuar lutando por igualdade — em todas as esferas da vida pública e privada — para que nunca mais nenhum ser humano seja submetido ou subjugado por seu gênero, classe, raça ou sexualidade”, finalizou a advogada e professora da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Faculdade Baiana de Direito.
(Rafael Machi)
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