12/09/2019
Correios reconhece greve, mas considera insustentáveis as reivindicações da categoria
DA REPORTAGEM
Os funcionários dos Correios anunciaram na noite de terça-feira (10) que estão em greve por tempo indeterminado. A paralisação foi anunciada pela Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios), pelo Sintect-SP (Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de São Paulo) e confirmada pela empresa. Segundo as entidades sindicais, houve adesão na maioria dos estados. Elas afirmam que o governo e os Correios se negaram a negociar um acordo coletivo, e por isso os trabalhadores decidiram cruzar os braços
Até a tarde desta quarta-feira (11), a reportagem do DIÁRIO não havia conseguido confirmar se as agências e o centro de distribuição de Penápolis já haviam aderido ao movimento, mas a greve pode chegar à região já nos próximos dias.
Segundo o presidente do Sindicato dos Empregados da ECT de Bauru e Região (Sindecteb), José Aparecido Gimenes Gandara, representantes do sindicato estão na região de Araçatuba promovendo a mobilização dos funcionários da categoria. Ele afirmou que o primeiro paço é o de informar a situação aos funcionários para que possam se mobilizar para a parada do trabalho. “Por se tratar apenas do primeiro dia, ainda não temos os dados da paralisação na região. Mas tudo pode mudar nos próximos dias, já que existe grande tendência de adesão por parte dos funcionários como medida de cobrança dos direitos”, comentou.
O Sindecteb, que também abrange as regiões de Araçatuba, Botucatu e Presidente Prudente, divulgou nota confirmando a paralisação parcial em cidades como Araçatuba, Lins e Birigui. Outras 15 cidades abrangidas pelo sindicato também já teriam aderido ao movimento. Penápolis ainda não constava na lista divulgada.
Reivindicações
Entre as reivindicações dos trabalhadores da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos) estão: reajuste salarial pela inflação, manutenção de benefícios, como ter os pais como dependentes no plano de saúde; continuidade de percentual de férias em 70%, do vale-alimentação e do vale-refeição. Findect e Sintect-SP também são contra a privatização dos Correios, pois consideram, que a medida "joga no lixo" o atendimento aos cidadãos, a segurança nacional e a integração promovida pela empresa. Segundo as entidades sindicais, a greve é a única alternativa, já que o governo e a direção da estatal se negam a negociar o acordo coletivo. “A decisão foi uma exigência para defender os direitos conquistados em anos de lutas, os salários, os empregos, a estatal pública e o sustento da família”, afirma nota publicada pelo Sintect.
O sindicato classificou ainda como “jogar no lixo” o atendimento a todos os cidadãos, a segurança nacional envolvida nas operações e a integração nacional promovida pelos Correios.
Correios
Também em nota divulgada pelo Correios, a empresa julgou insustentável as reivindicações da categoria para o projeto de reequilíbrio financeiro em curso pela empresa.
A ECT informou que participou de dez encontros na mesa de negociação com os representantes dos trabalhadores, quando foi apresentada a real situação econômica da estatal e propostas para o Acordo dentro das condições possíveis. “No momento, o principal compromisso da direção dos Correios é conferir à sociedade uma empresa sustentável. Por isso, a estatal conta com os empregados no trabalho de recuperação financeira da empresa e no atendimento à população”, finalizou a nota dos Correios.
(Rafael Machi)
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