14/02/2021
São José do Rio Preto ficou em 3º lugar no ranking; vista panorâmica da represa municipal e área central da cidade
Está enganado quem pensa que as capitais são os melhores lugares para se viver no Brasil. De acordo com o Índice de Desafios da Gestão Municipal elaborado pela consultoria Macroplan, que classificou as 100 maiores cidades do Brasil segundo quesitos como educação, saneamento, saúde e segurança, apenas Curitiba (PR) e Vitória (ES) aparecem no top 10.
A campeã do ranking é Maringá (PR) com uma taxa de 0,756, em uma escala que vai até 1,000. O município se destaca pela segurança: o número de homicídios e mortes no trânsito vem caindo ao longo dos últimos anos. Além disso, a cidade conta com boa estrutura de saúde pública, o que fez com que saltasse seis posições desde o último levantamento.
Na segunda posição, aparece Jundiaí (SP) com um índice bem próximo, de 0,746. O município de 420 mil habitantes se destaca pela estrutura de saneamento, que quase alcançou a nota máxima da categoria (0,960). Os moradores contam com coleta de lixo e 99% deles têm acesso a abastecimento de água. Já o tratamento de esgoto abrange 98% dos lares.
Completando o pódio está São José do Rio Preto (SP), que tem um bom desempenho em educação. A taxa de aprovação do ensino fundamental é de 96%, enquanto a média nacional é de 90%.
Veja o ranking completo em: www.desafiosdos municipios.com.br .
Impactos na saúde
De acordo com o estudo, 55 das 100 localidades mapeadas tiveram queda nas taxas de saúde. Um exemplo disso é Campina Grande (PB) que perdeu 31 posições no ranking, passando do 49º para o 80º lugar. Neste caso específico, a taxa de mortalidade infantil aumentou em 51% no período de um ano, atingindo a marca de 15,4 por cada 100 mil habitantes, de acordo com o DataSUS.
Certamente, a crise de 2020, provocada pelo novo coronavírus, deve aprofundar as desigualdades nacionais e mostrar a disparidade que existe entre as mais de 5 mil cidades brasileiras, como destacam os coordenadores do estudo. Para eles, os prefeitos que assumiram seus cargos no início de 2021 têm desafios agudos, principalmente em relação à taxa de desemprego elevada e um contexto fiscal bastante preocupante.
“A agenda de recuperação econômica e a redução das desigualdades necessitarão, mais do que nunca, de articulação entre os entes da federação, terceiro setor e iniciativa privada, do uso intensivo de dados, evidências e inovação no setor público”, destaca a economista-sênior e coordenadora do Índice, Adriana Fontes.
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