27/01/2008
O recolhimento das notas de papel no valor de R$ 1,00, pelo Banco Central, está provocando um verdadeiro sufoco para os comerciantes penapolenses no ato de voltar troco. Segundo o Banco Central, a partir de agora haverá apenas moedas de R$ 1,00, havendo o desaparecimento por completo das notas em papel.
Apenas um número bem reduzido do dinheiro ainda pode ser encontrado, mas, quando depositados, também ficam retidos. A maioria das notas, em função do longo tempo de uso, está totalmente desgastada.
Porém, o fato do brasileiro não ter o hábito de carregar moedas por considerarem fáceis de se perderem, ajuda a dificultar o troco, já que está cada vez mais difícil encontrar R$ 1,00, seja em moeda ou papel.
O problema é enfrentando tanto pelos pequenos comerciantes, como pelos grandes. Um exemplo claro é o Supermercado Luzitana. Segundo o subgerente Claudinei Aparecido Lopes, os bancos não estão tendo como atender aos clientes. “A solução para tentar controlar o problema é recorrer aos proprietários de bares, que costumeiramente recebem dinheiro em menor valor. Com eles ainda é possível encontrar alguns exemplares das moedas de R$ 1,00”, destacou Claudinei. Mas, mesmo assim em algumas ocasiões o troco não é suficiente para atender a demanda. Mas os pequenos comerciantes também passam por situação semelhante. A vendedora de doces Luzia Güido (foto) afirmou que tenta contornar a situação segurando o máximo que pode as moedas que recebe. “Até agora ainda não senti o problema, mas já começo a me preocupar”, afirmou ao mesmo tempo que exibia um dos exemplares da cobiçada moeda. Quando o troco acaba, uma das soluções encontradas por ela é “pendurar” a conta, ou seja, fazer a venda com o tradicional fiado. Outro profissional que disse estar envolto ao problema é o cabeleireiro Celso Parladore. Pelo fato de manter seu estabelecimento próximo a um posto revendedor de combustível, a solução encontrada por ele é diariamente procurar por trocados no local. “Os postos dificilmente dão pequenos trocos, mas os recebem com certa freqüência”, observou.
As panificadoras também estão sofrendo com a falta do dinheiro. Na Padaria da Fátima, o proprietário Donizete Faxina espera que com o início das aulas o problema diminua. “É comum os estudantes gastarem as reservas em moedas para pequenas compras. Com isto o dinheiro entra em circulação”, comentou Donizete. O Banco do Brasil confirmou a informação da falta das moedas. Uma funcionária salientou que uma campanha interna orienta os clientes a não reterem o dinheiro nos tradicionais cofrinhos. (SRF)
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