13/02/2008
Projeto pesquisado pelo vereador Carlos Alberto Soares da Silva, o Carlão da Educação (PDT), para eventual instalação de bolsões de moto-táxi em Penápolis ganhou repercussão anteontem na sessão da Câmara Municipal. Pelo sistema em estudo haveria a manutenção das empresas de moto-táxi com acréscimo de bolsões do serviço controlados pela prefeitura.
Carlão disse que quer o debate da possibilidade do bolsão de moto-táxi, uma reivindicação recebida pelo vereador através de diversas pessoas. “Vamos promover a discussão dessa alternativa. Ver as vantagens e desvantagens, num amplo estudo e participação. No bolsão o mototaxista não paga diária, mas não tem outros benefícios possibilitados pelas empresas agenciadoras”, discursou Carlão.
O vereador Adalgiso do Nascimento, o Ziza (PMDB), manifestou preocupação com o bolsão de moto-táxi. Segundo ele, esse sistema não assegura a qualidade alcançada através das empresas. “Minha defesa é pela manutenção do agenciamento das empresas”. O vereador Jorge Amorim (PSDB), também não aprovou a idéia do bolsão de moto-táxi. O tucano considerou que o novo formato apresenta inviabilidades, como diminuição de espaços para estacionamento e dificuldades de controle. “A prefeitura não tem fiscal nem para construção. Não tem condição de fiscalizar nem o que já tem de atribuição, quanto mais fiscalizar os bolsões de moto-táxi”. O vereador Francisco José Mendes (PSDB), o Tiquinho, reforçou a opinião de falta de adequada estrutura da administração municipal para fiscalização. “Colocar bolsão de moto-táxi para a prefeitura fiscalizar não daria certo. O vereador Carlão quer o melhor e isso precisa ser mais avaliado”.
O vereador Roberto Calez (PT), finalizou a discussão do assunto também em apoio só ao moto-táxi com agenciamento por empresas e elogiou a atenção de Carlão para novas propostas. “Temos procurado trazer projetos de êxito em outras cidades e que podem dar certo em Penápolis. Assim agiu o Carlão, mas para nossa cidade o bolsão de moto-táxi parece inviável”.
Casa Abrigo
A Câmara Municipal aprovou por unanimidade o aumento da destinação de recursos do município para a Casa Abrigo, administrada pela Apae de Penápolis. A unidade, que recebi 15,38 salários mínimos mensais, passa a contar com 16 salários mínimos e o acréscimo de mais uma parcela no ano para ajudar no pagamento do 13º salário dos empregados vinculados ao convênio. Imprensa/Câmara
Foto: Vereador Jorge Amorim apontou inviabilidade para a criação de bolsão de moto-táxi
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