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Diário de Penápolis

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01/11/2006

Finados: Plantas artificiais dividem mercado de flores

Ao contrário do Dia das Mães e Dia dos Namorados, datas comemorativas de maior lucro para quem comercializa flores e plantas naturais, o Dia de Finados, a ser comemorado amanhã, apesar de proporcionar aumento nas vendas, faz com que os lucros sejam divididos com os comerciantes de plantas artificiais.

A proibição quanto a utilização de vasos que possam acumular água para evitar a formação de criadouros do mosquito Aedes Aegypthi, transmissor da dengue e febre amarela, e a necessidade de colocação de areia nos vasos faz com que muitas pessoas optem pela facilidade em fazerem uso de flores de plástico, seda ou outros materiais.

 

A proprietária da loja Show do Real, Fabiana Garcez Rodrigues, disse que a venda de flores artificiais no período de Finados chega a triplicar, o que faz com que a comerciante inicie as providências quanto ao estoque já no mês de maio. “Criamos um bom estoque para o Dia das Mães e a partir daí já começamos a aumentá-lo gradativamente até o mês de novembro”, comentou ela, que garantiu ainda uma outra vantagem conseguida com este esquema. “Por comprarmos grandes quantidades, podemos repassar ao consumidor preços promocionais”, afirmou Fabiana. Em sua loja, os preços variam entre R$ 1,00 e R$ 1,79 cada ramalhete, que tem entre cinco e oito flores, dependendo do tipo, como margaridas, lírios, cravos, folhagens ou mini botões. “Colocamos em promoção várias flores que antes custavam R$ 1,79 e agora estão sendo vendidas a R$ 1,00”, disse a proprietária.

 

Outra vendedora que consegue ótimos lucros neste período é a ambulante Dozangela Abadia Tomé. Há 16 anos ela comercializa as flores artificiais num espaço instalado próximo ao portão do cemitério e disse que sempre chega ao local cerca de dois dias antes do feriado. “Tenho uma clientela que já sabe que estarei aqui e vem comprar antecipadamente as flores. Ao longo dos anos a venda está sempre crescendo”, disse Dozangela, que afirmou também que, não fosse o grande número de furtos dentro do cemitério, venderia ainda mais. “As pessoas optam pelas plantas artificiais por poderem lavá-las e reaproveitá-las, mas reclamam que acabam durando pouco porque são roubadas”, comentou. O ramalhete artificial varia quanto ao número de flores, podendo chegar a 36 unidades, e os preços vão de R$ 2,50 até R$ 26,00.

 

Para a comerciante Marlene Andrade, proprietária da Entre Verdes Floricultura, as flores de plástico não atrapalham as vendas das plantas naturais que, segundo ela, ainda se mantém na preferência do consumidor nesta época. Marlene acredita que o surgimento dos enfeites artificiais ofereceu uma opção diferente às pessoas, mas que o consumidor continua fiel em suas preferências por crisântemos brancos e amarelos e pelas palmas vermelhas naturais. “O que interfere um pouco nas vendas são os ambulantes na entrada do cemitério, que absorvem a clientela que deixa para comprar os vasos no dia da visita, mas as floriculturas vendem muito por encomenda”, revelou a comerciante, que disse ter feito novos pedidos ao longo da semana devido à demanda. Ela decidiu manter o atendimento do estabelecimento também no feriado, das 07h00 ao meio-dia.

As flores são vendidas por dúzias e os crisântemos custam de R$ 5,00 a R$ 7,00. Já as palmas variam entre R$ 15,00 e R$ 18,00. (AR)


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