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Diário de Penápolis

Cidade & Região

02/03/2008

Associação: Moradores querem mais segurança no Villaje

Cerca de 150 moradores do bairro Villaje, de Penápolis, prestigiaram uma reunião ontem pela manhã defronte à Rádio Difusora, em encontro que serviu para protestar contra a onda de violência que assola a região e lançar um movimento que reivindica o “Villaje 100% segura”.

Uma das decisões aprovadas pelos moradores foi a formação de uma associação  que deverá ser criada em assembléia marcada para o próximo dia 15. “Somos o único bairro da cidade que não conta com representatividade”, destacou Roberto Egreja. Segundo os moradores, há pelo menos um mês os bandidos escolheram o bairro, possivelmente por ser considerado o mais nobre do município, para cometer assaltos. Desta forma, vários moradores foram rendidos e passaram pela situação constrangedora de ficar sob a mira de um revólver. O crime mais recente nesta modalidade aconteceu na tarde de sexta-feira, quando uma moradora e a empregada foram rendidas por dois assaltantes armados que invadiram a casa (veja matéria completa na página policial). Na visão de outro morador e um dos organizadores do movimento, o advogado José Luís do Valle, a associação terá como principal objetivo lutar contra a falta de segurança. “Todos os dias vemos nas páginas dos jornais o noticiário de assaltos à mão armada neste bairro. Vivemos um terrorismo total”, classificou o morador. Para ele, chegou o momento de todos resgatarem o lugar dentro da sociedade e demonstrar que o Villaje não é um bairro de ricos, mas de pessoas que precisam respeitar e ser respeitadas. “Estamos lançando esta associação de moradores de bairro para que ela possa intervir em benefício dos moradores frente aos governantes e entidades de segurança”, observou José Luís. Devido à onda de assaltos, o bairro, na opinião do entrevistado, está se tornando uma região desértica, com as pessoas se trancando dentro de seus lares. “Todos estão com medo e já não mais caminham ou deixam os filhos andarem de bicicleta nas ruas. Isto precisa ser mudado”, reclamou.

Quando criado pelo engenheiro Edson João Geraissate, o Villaje era um condomínio fechado com apenas uma entrada e uma saída. Mas, possivelmente por problemas políticos, alguns anos após a instalação as administrações municipais decidiram pela abertura de várias ruas possibilitando o acesso há bairros vizinhos. Até então era todo murado com uma guarita e vigilância 24 horas por dia. “Aceitamos a popularização do bairro e a convivência em geral, até porque somos integrantes da sociedade penapolense e não existe elitização do bairro. Mas, a falta de segurança precisa acabar”, garantiu José Luís. O comandante da 2ª Companhia da Polícia Militar de Penápolis, capitão Paulo Augusto Leite Motooka, presente ao encontro, como primeira providência, garantiu que irá intensificar as rondas na região. (SRF)


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