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Diário de Penápolis

Cidade & Região

18/03/2008

Protesto: Professores do Estado ameaçam indicativo de greve

Se as reivindicações dos professores estaduais não forem atendidas até o dia 04 de abril, quando será realizada uma assembléia em São Paulo, uma grave poderá ser iniciada por tempo indeterminado. O ultimato ao governador José Serra foi decidido na última sexta-feira, com a presença de cinco mil professores em reunião coordenada pelo Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo). A campanha segue contra medidas impostas pela secretária estadual da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.
O impasse deve ser definido no dia 04 de abril, quando acontecerá outro encontro da categoria, às 14h, em frente ao Masp. Enquanto isso, os representantes dos professores estaduais reforçam os pontos de reivindicação por melhores condições de trabalho e mobilizam todos os professores.
Segundo a presidente da subsede penapolense, Tereza Cristina Moreira da Silva, este ano o governo estadual não emitiu resposta a nenhuma reivindicação da classe, que entregou a pauta de reclamações da categoria no dia 21 de janeiro. Os professores classificam como “absurdas” as medidas do governo como avaliação por desempenho, premiação, aulas aos sábados, aprovação automática, demissão de centenas de professores, recuperação paralela, não cumprimento da data-base, baixos salários, salas superlotadas, falta de estrutura para combate à violência e retirada e diminuição de disciplinas do currículo, entre outras reclamações.

Privatização
Os professores estaduais interpretam como abandono do sistema educacional a maneira com que o governo trata os problemas diagnosticados pela classe. Conforme fax informativo do Apeoesp, o descaso com a estrutura e a desvalorização do professor “fazem parte de um projeto que objetiva privatizar a rede pública de ensino”. Segundo o documento, o cenário começou a ser construído em 1996, quando a então secretária, Rose Neubauer, implantou a reorganização da rede.
A privatização é duramente contestada pelos professores e o Sindicato busca o apoio da população para somar forças e pede que os representantes de escolas mobilizem os professores.
“No ano passado fizemos cerca de sete paralisações e este ano continuaremos na luta”, afirmou Tereza, “Vale lembrar aos professores que a greve é um direito constitucional, portanto, não devem se sentir coagidos ou intimidados”, finalizou ela.

Conselho
Também na última sexta-feira, representantes da categoria participaram da reunião do Conselho Estadual de Representantes, de onde saíram as propostas de reivindicação. A reunião mobilizou representantes de 93 subsedes do estado. Da subsede penapolense, participaram, além de Tereza, os professores Cleide Maria de Jesus, Arlete Manzati e Nevil Reis Verri. (AR)


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