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Diário de Penápolis

Cidade & Região

20/06/2008

Carreata marca greve de professores

Foi realizada ontem, por volta das 16h, uma assembléia local que reuniu professores, pais de alunos e comunidade em geral que objetivou explicar e discutir os pontos em que os professores estão reivindicando após a decretação da greve. Logo após, como previsto, foi dado início a uma carreata que percorreu as principais ruas da cidade. Algumas paradas previstas aconteceram em escolas com a finalidade de pressionar aos professores a aderirem à paralisação.
Conforme explicou a coordenadora da subsede da Apeoesp em Penápolis e diretora estadual, Tereza Cristina Moreira da Silva, o objetivo principal desta carreata é informar e notificar as pessoas sobre o que está acontecendo na educação. “É importante que a população saiba quais os motivos que levaram os professores aderiram à greve”, diz. Ontem ainda, estava previsto a saída de um ônibus, levando cerca de 45 professores com destino a São Paulo, onde hoje, às 14h estará ocorrendo uma assembléia geral no Masp (Museu de Arte de São Paulo), na avenida Paulista, para decisões relativas à greve. Após a assembléia, haverá uma passeata que culminará com um ato público com a participação de outras entidades da educação na Praça da República.

Paralisação
Tereza informou que uma grande parte de professores de algumas escolas públicas da cidade já aderiram à paralisação. Desde ontem, nas escolas EE. “Dr. Carlos Sampaio Filho”, EE. “Augusto Pereira de Moraes” e EE. “Adelino Peters” havia ocorrido completa adesão à greve. Já na EE. “Profª Yone Dias de Aguiar” cerca de três professores decidiram pela não adesão e na EE. “Luiza Bernardes Nory” apenas cinco professores continuam trabalhando. Já na EE. “Luiz Chrisóstomo de Oliveira”, o funcionamento até ontem a tarde era considerado como normal, enquanto que na EE. “Ester Eunice”, somente a tarde foi registrada uma adesão no período da tarde. Em Luiziânia, todas as escolas estão paradas.
Segundo dados do Sindicato, cerca de 68% da categoria está de braços cruzados desde a última segunda-feira, 9. O motivo da paralisação está ligado a vários fatores, entre eles, uma “intransigência” do governo com respeito aos acordos salariais, além de algumas medidas adotadas recentemente. Entre essas reivindicações, está também a publicação de um decreto, que impede os professores de faltar mesmo com justificativa. Outro ponto que pesou favoravelmente a greve foi uma decisão em que traz prejuízos aos educadores quando ocorre uma substituição em regiões distintas. (IA)

Foto: O motivo da paralisação está ligado a vários fatores como acordos salariais, além de algumas medidas adotadas


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