30/05/2026
A Residência Artística visa capacitar os participantes na construção das caixas cênicas e dramaturgia do teatro lambe-lambe
Ainda há vagas para Residência Artística em Teatro Lambe-Lambe
DA REDAÇÃO
A Cia Alternativa de Teatro comemora 10 anos de existência em 2026, reafirmando seu compromisso com a arte e superando as barreiras geográficas que a distancia dos grandes centros culturais, ao produzir importantes projetos teatrais no interior do estado de São Paulo.
Ao longo desta década, a companhia nascida em Penápolis, construiu um repertório que transita entre a crítica social e a valorização da cultura popular, promovendo também atividades formativas, a quase 500 km de distância da capital paulista.
E para celebrar esses 10 anos de estrada teatral, a Cia Alternativa lança um projeto inédito voltado para o Teatro “Lambe-Lambe”, uma linguagem totalmente nova para o grupo, diferente dos demais trabalhos realizados até agora, demonstrando toda sua versatilidade e capacidade de se reinventar a cada momento.
No teatro lambe-lambe, o espetáculo é apresentado dentro de pequenas caixas mágicas, para apenas um espectador por vez, tornando a experiência íntima e exclusiva.
Sendo assim, a companhia convida o público para a Residência Artística 2026 – “Caixas de Lambe-Lambe”, voltada para os artistas, professores, estudantes e interessados em geral no processo criativo do teatro de animação em miniatura.
A residência artística visa capacitar os participantes na construção dessas caixas cenográficas, bonecos, acessórios, unindo habilidades de artes visuais e estudo de narrativa teatral, durante 10 encontros entre os meses de maio e junho.
As inscrições estão abertas aos interessados com idade a partir de 14 anos. Basta preencher o formulário on-line disponível no Instagram da Cia (@alternativa.teatro). As vagas são limitadas e a participação é gratuita.
Teatro em Miniatura
Conforme explica o diretor e fundador da Cia Alternativa, Rodrigo Santiago, esse novo projeto é constituído de duas etapas. A primeira parte é a Residência Artística, onde os integrantes da companhia e demais participantes investigam e experimentam o teatro lambe-lambe, com atividades teóricas e práticas, criação e produção das caixas cênicas, construção de bonecos, cenografia em microescala e dramaturgia específica para esse formato de teatro em miniatura.
“Neste processo criativo, teremos como inspiração o universo dos artistas plásticos brasileiros, como por exemplo, os Modernistas Tarsila do Amaral e Candido Portinari. Também faremos uma homenagem à artista plástica penapolense, Altamira Borges, reconhecida pelo trabalho em arte Naif”, comentou Santiago.
A segunda etapa do projeto, chamada de “Pinceladas Cênicas”, será a estréia deste trabalho produzido em conjunto entre artistas e comunidade, durante a residência. As apresentações gratuitas estão previstas para o final do mês de junho, nos dias 23, 26 e 27, no CEUs das Artes, Lar Vicentino e Parque Maria Chica, respectivamente.
Olhar Atento
Para a atriz Janaína Violin, integrante da companhia, este novo projeto em teatro lambe-lambe busca explorar a relação de intimidade entre ator e espectador, provando que a grandiosidade da arte não depende do tamanho do palco. “É um resgate à essência do olhar atento. É mostrar que mesmo em tempos de telas gigantes, o detalhe e o artesanal ainda nos emocionam”, afirma Janaina Violin integrante da companhia.
Vale ressaltar que para a realização desse projeto, a Cia Alternativa de Teatro conta com recursos do Programa de Fomento à Produção Cultural, instituído pela Lei Municipal nº 3.000, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Prefeitura de Penápolis.
Celebração e Futuro
Além da residência artística, para comemorar seus 10 anos, a companhia prepara a estreia de dois projetos inéditos: “Pinceladas Cênicas” e “Fragmento de Nós”. O grupo também foi selecionado em edital do Proac e fará circulação do espetáculo “Queernegroláxia”, com apresentações em 15 cidades do interior do estado no segundo semestre deste ano.
“Acreditamos que arte é parte fundamental para se construir uma sociedade mais justa e empática, por isso estamos há uma década resistindo. Por meio de fomento e leis de incentivo, a Cia Alternativa prova que a descentralização da produção cultural não é apenas possível, mas necessária para que questões universais encontrem representatividade nas vozes dos artistas do interior”, concluiu Rodrigo Santiago.
(Com Assessoria de Imprensa – Thaísa Fernanda)
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