29/06/2008
O presidente da Associação Cultural Nipo-Brasileira de Penápolis, Arata Assami, recebeu recentemente duas importantes homenagens, sendo a primeira do Lions Clube de Penápolis e a outra do 2º Batalhão da Polícia Militar do Interior, sediada em Araçatuba. As homenagens foram em decorrência das comemorações de um século da imigração japonesa ao Brasil. No Lions a homenagem ocorreu no dia 20 de junho, durante a reunião festiva de posse da nova diretoria. Arata recebeu da presidente, Maria de Lourdes Medeiros Soares Gonzalez, um certificado em alusão à Colônia Japonesa pelo Centenário da Imigração no Brasil. O governador do clube, Carlos Eduardo Figueiredo enalteceu o trabalho e participação dos japoneses no crescimento de Penápolis e na integração do Lions Clube. Na oportunidade ele destacou as atuações dos ex-companheiros Kenji Arikawa, Kanemassa Idemori, Mitsuê Arikawa e os atuais participantes, Edgar C. Takano, Karina Sakumoto Rosa e Arata Assami.
Já em Araçatuba o cerimonial ocorreu no dia 27 de junho, no 2º Batalhão da Polícia Militar, em cerimônia cívica conduzida pelo comandante, tenente-coronel Paulo Arcanjo da Cruz e pelo comandante da Polícia Militar de Penápolis, capitão Paulo Augusto Leite Motooka. Dezenas de autoridades e convidados prestigiaram o cerimonial, quando Arata recebeu o Diploma de Gratidão daquela Corporação militar. Após a abertura, as tropas da PM, Corpo de Bombeiros e Guarda Civil foram inspecionadas pelo presidente da ACNB Araçatuba, Takashi Kato, comandante Cruz, acompanhados pelo capitão Motooka. Duas apresentações de danças japonesas abrilhantaram a cerimônia.
Ao falar aos presentes, o coronel Cruz relembrou a chegada dos primeiros imigrantes, no dia 18 de junho de 1908, quando ancorava no porto de Santos o navio Kasato Maru, após 52 dias de viagem. “Sabemos, através da história, das dificuldades de adaptação e das vicissitudes que nossos irmãos japoneses passaram, em uma terra distante, com costumes diferentes, enfrentando toda sorte de preconceitos e aceitando com humildade o pouco que lhes era oferecido. Era o choque entre as grandes diferenças culturais existente desde então entre o oriente e o ocidente”, destacou o comandante. Para ele, no inicio vários imigrantes trabalharam quase que em regime de escravidão, porém com o passar do tempo foram se adaptando e buscando frentes de trabalho, chegando então à região Noroeste do Estado de São Paulo, onde encontraram condições ideais para concretização do seu desenvolvimento. (SRF)
Foto: Arata Assami, durante a homenagem recebida em Araçatuba
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