14/10/2026
FÔLEGO CURTO | Comércio e serviços respondem por dois terços da economia brasileira e vêm perdendo ritmo. Todos os números que trago aqui são nacionais, e não municipais. No país, o comércio, que havia crescido 4,7% em 2024, avançou apenas 1,6% nos sete primeiros meses de 2026. O setor de serviços passou de 3,1% para 1,9% no mesmo recorte. O problema não está só na demanda, mas no caixa: entre as 40 maiores empresas brasileiras de bens de consumo e varejo, as despesas financeiras consumiram 45% do Ebitda em 2025, contra 20% em 2023. Ou seja, quase metade do que a empresa gera já sai para pagar juros antes de qualquer investimento. O reflexo aparece nas recuperações judiciais, que subiram 58% no segundo trimestre frente a 2023, e nos 8,8 milhões de CNPJs negativados em todo o Brasil, dos quais comércio e serviços somam quase 90%. É o mesmo aperto que o comerciante da nossa rua sente, só que medido em escala nacional.
Confira este entre outros comentários na "Coluna em Ação", de Filipe Pinheiro.
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