01/08/2008
O secretário municipal de saúde, Roberto Martins Torsiano, confirmou ontem o registro, desde o início do ano, de três casos confirmados de meningite em Penápolis. Em todos eles foi diagnosticado do tipo viral, que causa menos preocupação aos responsáveis pela saúde pública. Nos registros, dois dos pacientes, apesar de terem sido tratados na Santa Casa de Penápolis, não residem na cidade. Já no caso envolvendo uma penapolense, a paciente já havia tido meningite há pouco tempo e voltou a sofrer os sintomas, estando atualmente internada em isolamento. “Em Penápolis por hora não existe uma grande preocupação, ao contrário do que está ocorrendo em outras regiões. Porém toda equipe da Vigilância Epidemiológica, do Pronto-socorro e Santa Casa está orientada para ter a maior atenção possível. Havendo qualquer caso imediatamente ele é levado ao conhecimento da Secretaria de Estado”, destacou o secretário.
Devido à incidência da doença na região, em especial em São José do Rio Preto, Torsiano assegurou que a secretaria está redobrando a atenção. “A meningite é uma doença difícil de ser controlada por se apresentar em duas formas, a bacteriana e a viral. A primeira é a mais problemática, em especial quando é a meningocócica, que pode levar a pessoa a morte ou deixar seqüelas”, explicou o secretário. Devido ao fácil contágio, em Rio Preto os casos estão surgindo com freqüência em apenas uma região da cidade. “Não há como ocorrer uma prevenção, já que a única vacina existente não faz parte do sistema de vacinação normal desenvolvida pelo Ministério da Saúde e a rede pública não a dispõe”, destacou o secretário. Somente quando os casos surgem, por solicitação médica é feito um processo e somente com a confirmação da necessidade são enviadas as doses para aplicação. “Mas os médicos são unânimes em afirmar que a vacina é pouco eficaz, pois serve apenas para um tipo de bactéria”, explicou Torsiano.
Isolamento
Por ser a doença altamente contagiosa os pacientes precisam ser isolados e neles é aplicado todo o tratamento clínico necessário para evitar a proliferação. “É Importante que ao aparecer os primeiros sintomas que a pessoa procure imediatamente uma unidade médica”, recomendou o secretário.
Sintomas
Os sintomas são dores de cabeça, febre e vômitos em jatos, manchas vermelhas e rigidez de nuca, nas crianças, e em mudanças na fontanela (moleira) dos bebês, que com a doença adquirem formato convexo (abaulado). Os pais devem ficar atentos ao surgimento destas ocorrências. (SRF)
Foto: Segundo Torsiano em Penápolis, por hora, não existe uma grande preocupação com a doença
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