25/10/2008
Natanael Oliveira Pires
Pelas Campinas ondulante,
Pés descalços, polainas de penas,
Cingindo à cintura um saiote,
Feito com as mais coloridas penas.
Cercada à fronte com tiaras de embiras
Nas embiras espetadas belas penas.
Altaneiros, os bravos índios kaingang,
Borduna longa, arma quebra ossos,
Na mão destra e de hábil manejo.
Kaigang ferozes guerreiros,
Afugentavam da alçada terra,
Indesejos intrusos, e as guangues.
Não era guerra de cobiça dos civilizados,
Não era ódio no coração ingênuo
Era a defesa da posse que tupã doara,
Herança por séculos, bem cuidada,
Floresta virgem mata fechada,
Pelo caapora, curupira, vigiada.
Um dia, oh! Que triste memória,
Emboabas tremados na guerra
Com arma de fogo supera,
A fraca borduna dos índios,
Um a um tomba os bravos guerreiros
Em holocausto diziman os silvícolas.
Morreu também o caapora, o curupira.
Mani-oca muda de nome, mandioca,
Tacas abandonadas, às matas consumiram,
Ocas vazias, lares que se acabaram,
Restou nas matas os seus frutos perdidos,
Nem memória aos bravos sobrara.
Penápolis em homenagem a Afonso Pena!...
Diz os lambetas, subserviente, servis.
Quem é este cara que nem no mapa,
Soube apontar nossa querida Penápolis,
Se algo fez era obrigação, foi bem pago.
Penápolis culta com pena-cidade os primitivos
Índios coroados.
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