20/11/2008
Os empresários ou pessoas voluntárias já podem procurar uma das agências dos Correios mais próxima para adotar as cartas que são enviadas, em especial por crianças carentes, e direcionadas para “Papai Noel”, com a finalidade de adoção. Fazendo parte da cultura brasileira e com a aproximação do Natal, é comum as cartas serem deixadas nas caixas dos correios ou mesmo levadas até as agências pelas crianças esperançosas de que alguém as adote e atenda ao pedido. O serviço é chamado de Papai Noel dos Correios. Para concretizar o procedimento o envelope não precisa ser selado. Em Penápolis, conforme o que foi apurado pela Reportagem, perto de 40 pedidos já foram encaminhados. Segundo o gerente Juarez Lima, da agência central, a partir de então é incumbência do Correios fazer chegá-la até o “Bom Velhinho”, ou seja, encontrar pessoas ou empresas interessadas em atender ao pedido. As crianças precisam ter como idade máxima 12 anos, expressarem através da carta o pedido do que deseja receber e fazer a carta chegar até a agência. “Os pedidos são recebidos, catalogados e ficam à
disposição dos possíveis doadores”, afirmou Juarez. Para concretizar o sonho da criança é necessário ao doador, mesmo agindo de forma anônima, ir até a agência e verificar os pedidos. Os doadores podem escolher a carta que irão atender. Até o dia 12 dezembro eles terão que trazer de volta até a agência a carta e o atendimento do pedido. Para as crianças que forem fazer o pedido é importante não se esquecerem de colocar o nome do remetente e não colocar várias cartas, já que as em número elevado poderão ser descartadas. O preenchimento correto do nome e endereço, com o CEP, será de grande importância também para o atendimento. Apenas as crianças serão atendidas, sendo descartados também os pedidos de medicamentos, celular, MP3, DVD, notebooks e afins.
Serviço
O serviço foi criado a mais de vinte anos, a princípio como iniciativa dos próprios empregados dos Correios que se sensibilizaram com os pedidos contidos nas cartas endereçadas ao Papai Noel. A partir de 1997 a campanha se tornou um projeto institucional e desde então, segundo a empresa, abriu suas portas para a sociedade, que passou a colaborar tanto como voluntária para auxiliar na leitura e triagem das cartas, como adotando pedidos. Conforme os dados da direção da empresa, somente no ano passado foram mais de 790 mil cartas recebidas em todo o Brasil, das quais metade foram adotadas e mais de 200 mil foram respondidas pelos Correios.
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