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Diário de Penápolis

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10/12/2008

Réu é condenado em julgamento

O Tribunal do Júri de Penápolis se reuniu pela terceira vez neste trimestre ontem pela manhã e acolhendo a tese do Ministério Público, condenou a quatro anos, quatro meses e 15 dias em regime fechado o réu Marcos Jorge de Oliveira, conhecido pelo apelido de “Marquinhos Preto”, 32 anos. A condenação se deve a uma tentativa de homicídio cometida por ele contra Nilso dos Santos Leal, 26, em abril de 2005. Os trabalhos foram presididos pelo juiz Rodrigo Chammes, e o Conselho de Sentença, através de sorteio, foi formado por cinco mulheres e dois homens. A acusação ficou a cargo do promotor de justiça, Dório Sampaio Dias, enquanto que a defesa do réu foi feita pelo advogado João Luiz Buzinaro. O crime, de acordo com o Ministério Público, aconteceu no dia 09 de abril de 2005, no Jardim Morumbi, e teria sido motivado devido a uma denúncia da companheira do acusado de que a vítima a teria assediado, com intenção de manter um relacionamento amoroso. No dia do crime, Nilso estava sentado na calçada com seus familiares, quando o indiciado se aproximou e sacou um revólver, efetuando quatro disparos na vítima. Mesmo sendo atingindo, ele conseguiu fugir do local, sendo socorrido por seus familiares, enquanto o réu empreendia fuga.

Réu nega acusação
Durante seu pronunciamento perante o Tribunal do Júri, o réu afirmou que não atirou na vítima. Ele lembrou que no dia do crime estava trabalhando no corte de cana, quando ao chegar em sua residência, levou seus filhos acompanhado de sua esposa até a casa de sua mãe e após deixá-las, teria ido até a residência de sua sogra. Marquinhos, que na época era foragido por acusação de ter praticado um assalto, informou que ao retornar para sua casa, por volta das 22h00, passou em frente a uma lanchonete onde foi indagado por um amigo se havia atirado contra Nilso. Segundo ele, foi neste momento que ficou sabendo do ocorrido. O réu também alegou que nunca teve desavença com a vítima, e que inclusive eram amigos desde a infância. Marcos negou também que possuísse arma de fogo em sua casa. Ao ser indagado pelo seu advogado, o réu citou que sua esposa trabalhou na residência de parentes da vítima antes do crime e que todos tinham um grande vínculo de amizade.

Próximo julgamento
Amanhã o Júri voltará a se reunir, onde quem estará sentado no banco dos réus é Jair Felício, 50 anos, mais conhecido como “Carabina”, acusado de matar a golpes de vassoura o aposentado Waldemar Assumpção Fernandes, 76, que residia na cidade de Barbosa, no dia 03 de julho de 2006. (IA)


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