06/12/2006
A Câmara Municipal de Penápolis, representada por seus 10 vereadores, propôs e aprovou anteontem emenda que busca assegurar para os agentes comunitários de Saúde a não necessidade de passagem por um novo processo seletivo para continuidade na função. A discussão ocorre em meio a projeto apresentado pelo prefeito João Luís dos Santos (PT), para transformar em administração direta pelo município o Programa Saúde da Família (PSF).
A matéria apresentada pelo Executivo à Câmara Municipal preocupava os agentes comunitários por uma eventual invalidade do processo seletivo já realizado quando o Programa Saúde da Família (PSF) tinha sua administração terceirizada pela administração municipal através do Hospital Espírita. Após o adiamento do projeto e aprofundamento das discussões, os vereadores levantaram por meio da assessoria jurídica da Câmara Municipal, parecer junto a NDJ, apontando legalidade para o aproveitamento dos agentes comunitários de saúde. O manifesto está embasado na emenda constitucional nº. 51, de 14 de fevereiro de 2006, a qual trata que os agentes comunitários de saúde ficam dispensados de se submeter a um novo processo seletivo para a mesma função, desde que tenham sido contratados a partir de anterior processo de seleção pública efetuado por órgãos ou entes da administração direta ou indireta do Estado, Distrito Federal ou município ou por outras instituições com a efetiva supervisão e autorização da administração direta dos entes da federação. Durante a discussão do projeto, o vereador Francisco José Mendes (PSDB), o Tiquinho, acrescentou defesa por piso superior aos R$ 350,00 estipulados pela administração municipal. Segundo ele, outros municípios da região já oferecem remuneração melhor aos agentes comunitários de Saúde. O vereador Adalgiso do Nascimento (PMDB), o Ziza, elogiou o prefeito João Luís pela elaboração do projeto sobre a criação de emprego de agente comunitário de Saúde. “Está havendo uma profissionalização para a categoria”. O vereador Mauro Olympio (foto) (PFL), disse que o prefeito só criava o emprego de agente comunitário de Saúde por causa de obrigatoriedade de legislação federal e manifestou preocupação de haver manobra para não pagamento de direitos rescisórios para quem trabalha no PSF a partir da mudança da administração do programa do SOS para a prefeitura. O vereador Cláudio Tiradentes (PL), destacou o direito dos agentes comunitários poderem continuar trabalhando. O vereador Zezinho Leiteiro (PT), elogiou o presidente Lula pela criação do emprego de agente comunitário de Saúde e criticou outras administrações, segundo ele, por descaso com o PSF e seus funcionários. O vereador Nardão Sacomani (PFL), discursou que os agentes precisam ter respeitados pela administração municipal o direito a 40% do FGTS com a mudança de registro do SOS para a prefeitura. “Os agentes não poderão ser obrigados a pedir demissão para uma nova contratação. Esperamos que a prefeitura respeite os direitos dos agentes”. Imprensa/Câmara
Então, faça seu login e tenha acesso completo:
06/12/2006 - Polêmica: Fechamento de creches em janeiro gera reclamações
06/12/2006 - Banco do Povo estimula pequenos empreendedores
06/12/2006 - SEST/SENAT promove curso de Empreendedorismo em Araçatuba
06/12/2006 - Avanhandava: Proerd forma 173 alunos de três escolas do município
06/12/2006 - Polícia: Fusca de bancário é furtado no centro da cidade
06/12/2006 - Sílvia Covas vai ganhar PAS
06/12/2006 - Sincomércio faz doação de 2.584 fraldas geriátricas
06/12/2006 - Exposição e teatro são atrações da semana no Sesi Birigui
Voltar à lista de notíciasDiário de Penápolis. © Copyright 2026 - A.L. DE ALMEIDA EDITORA O JORNAL. Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução parcial ou total do material contido nesse site.