13/01/2009
Atendendo determinação do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual da Saúde, a Prefeitura de Penápolis, através do Serviço de Vigilância Epidemiológica está intensificando as orientações sobre a importância da vacinação de adolescentes e jovens contra a hepatite B. O enfoque principal é para a faixa etária dos 11 aos 19 anos.
De acordo com o enfermeiro da Vigilância Epidemiológica, Alexandre Pereira Almeida, este ano não haverá uma campanha de vacinação em massa como aconteceu nos anos anteriores. “Como a vacina contra a hepatite B não é obrigatória, muitas pessoas deixam de se vacinar. No entanto, vamos intensificar a importância dessa vacina para que as próprias pessoas procurem as unidades de saúde e regularizem a carteirinha de vacinação com as três doses da vacina”, explicou. As unidades básicas de saúde da cidade estão com estoque de doses da vacina disponível para a população gratuitamente. O público-alvo pode procurar a Macro I (no Jardim Eldorado), Macro II (no centro da cidade) ou a Macro III (na Vila Santa Terezinha) para se imunizar. O atendimento nas salas de vacinas destas unidades ocorre no horário das 07h às 11h e das 13h às 17h. É importante levar a carteira de vacinação. Os jovens, principalmente os escolares, devem aproveitar o restante do período de férias nas escolas para procurarem um posto de saúde e se imunizar contra a doença.
Perigos
A hepatite B é uma infecção das células hepáticas que se exterioriza por síndromes que vão desde uma infecção não perceptível, a princípio, até uma infecção rapidamente progressiva e fatal. Os sintomas mais comuns da doença são a falta de apetite, febre, náuseas, vômitos, astenia (fraqueza orgânica), diarréia, dores articulares e icterícia (amarelamento da pele e mucosas). As conseqüências e complicações causadas são a hepatite crônica, cirrose hepática, câncer do fígado, além de formas agudas severas, culminando com um coma hepático e a morte.
A transmissão ocorre pelos líquidos corpóreos, como o sangue, sêmem e secreções vaginais e saliva. Não há medicamento para combater diretamente o agente da doença. Trata-se apenas os sintomas e as complicações. A prevenção é a vacina, com grande eficácia no desenvolvimento de níveis protetores de anticorpos. São necessárias três doses. Recomenda-se os mesmos cuidados descritos na prevenção da aids, ou seja, sexo seguro e cuidados com a manipulação do sangue. Secom – PMP
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