21/01/2009
A crise que teve início nos Estados Unidos da América e se estendeu por vários países, atingindo inúmeros setores da indústria e comércio, fez, na opinião de garagistas, retrair o comércio de veículos usados em Penápolis. Segundo o comerciante Adalgiso do Nascimento, o Ziza, da revendedora “Ziza Veículos Som e Acessórios”, o aumento da taxa de juros e a diminuição nos prazos para financiamento, também colaboraram. Em sua opinião, este foi o maior empecilho na comercialização de usados. “Ao meu ver, o mercado está fluindo, mas de forma lenta, bem diferente de alguns momentos de grande euforia que já vivenciamos”, destacou o comerciante. A taxa de juros, que já chegou a ser operada a 1,08%, atualmente gira em torno de 2%. “Aliado à crise mundial, o fator aumento de juros e diminuição de prazos, fez com que ocorresse a retração nos negócios”, justificou Ziza. Para ele, com a acomodação natural do mercado a tendência é de aumento nas vendas nos próximos meses.
Para outro comerciante de autos, Amauri Oliveira Moreno, da “Amauri Veículos”, a divulgação da crise, em especial pela grande mídia, serviu para intimidar o comércio de usados. “Além deste fator, outros também contribuíram para que ocorresse a retração. Como exemplo, o governo diminuiu o IPI dos carros zero quilômetro, além de ocorrer à alta nas taxas de juros e a diminuição no prazo de pagamento”, explicou o comerciante. Devido a estes fatores, consumidores que haviam adquirido carros zero quilômetro ou semi-novos, acabaram ficando no prejuízo. “Os preços tiveram que sere atualizados com depreciação, ocorrendo um mal estar no mercado. Mas o problema já passou e hoje o mercado já atua com naturalidade e os negócios ocorrem com naturalidade”, enfatizou Amauri.
Outro fator destacado por Amauri é que os consumidores estão preferindo os carros populares, com baixa cilindrada e mais econômicos. “Carros usados, com valores superiores a R$ 30 mil são os que têm maior dificuldade de comercialização”, destacou o comerciante. Amauri acredita que após o mês de março, quando acaba o prazo para pagamento de IPVA, a comercialização deverá retornar aos índices de alguns meses atrás. (SRF)
Foto: Ziza: “Mercado está fluindo, mas de forma lenta”
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