18/02/2009
A questão da segurança pública foi discutida por autoridades de Avanhandava e também da região. O encontro ocorreu na Câmara de Vereadores e contou ainda com a participação de populares e representantes de entidades locais. Durante o encontro foram abordadas várias questões como o problema das drogas, furtos a residências com o envolvimento de menores, vandalismo, segurança no trânsito, em escolas e também durante o período de carnaval. A prefeita Sueli Jorge (PSDB), disse que a segurança está debilitada e vê a necessidade de se pôr em prática ações que possam viabilizar melhorias na segurança da população. Ficou decidido pelas autoridades como primeiro passo a formação de uma comissão que terá a participação de representantes de vários setores da sociedade, os quais de acordo com a realidade do município irão traçar metas e definir propostas que posteriormente poderão ser colocadas em prática. A formação da comissão ocorrerá somente após o carnaval. Rosmeri Garcia (PPS) avaliou como positivo esse primeiro encontro, uma vez que não só foram abordados os problemas do município como também apresentadas algumas soluções.
Números
“Criticar o trabalho da Polícia é fácil, mas o que temos feito é administrar o que nós temos, agindo de acordo com as condições de que dispomos”. Assim se pronunciou o delegado do município, Abelardo Gomes, que se disse empenhado na melhoria da segurança. Ele citou que os funcionários da Delegacia também desempenham atividades como emissão de documentos de trânsito, de carteira de habilitação, emissão de antecedentes e carteira de identidade. “Tudo isso requer tempo, trabalho e funcionários. Tenho dois investigadores, um deles fica incumbido da investigação e o outro do cartório central e contamos com uma escrivã de polícia”.
Efetivo da PM
O capitão da PM, Deocleciano Borella, disse que está há pouco tempo no comando do policiamento em Penápolis, mas que já se inteirou dos problemas existentes no município de Avanhandava. O principal problema que os municípios questionam é a questão do efetivo e do número de viaturas. “Eu falo em nome de uma corporação e sigo regras, temos normas, diretrizes, então, muita coisa acontece ou deixa de acontecer não é porque eu quero ou porque não quero e sim porque eu cumpro uma norma”, falou o comandante da PM. De acordo com Borella, em relação ao efetivo policial de Avanhandava, que muitos questionam, de 12 policiais, apenas 8 estão em atividade já que um deles se recupera de acidente e há outros em férias. “O problema do efetivo policial é problema em todo o Estado de São Paulo”, justificou o militar. O pároco Gilberto Moreno também fez uso da palavra e como forma de combate á violência ressaltou a importância da realização de um trabalho social mais ativo na cidade. (Redação)
Foto: Pároco Gilberto Moreno, vice Daniel e prefeita Sueli: segurança em pauta
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